sábado, 6 de fevereiro de 2010

FILHOS DA VERDADE

(João. 8:44) - Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira.

Em Nova Iorque, Denie Davis, uma auxiliar de escritório, recebeu de seu chefe uma ordem para mentir.
Ela se recusou, mesmo sabendo que poderia perder o emprego.
Quando estava arrumando seus pertences, o chefe reconsiderou a sua demissão, reconhecendo o grande valor de sua ética cristã. (Esmeril C. Williams)

Temos sido reconhecidos por nossa ética e testemunho cristãos?
O brilho de Cristo em nossas vidas tem sido a nossa prioridade?
Temos tido plena consciência de que, como filhos de Deus, devemos glorificar ao Senhor em todo o tempo?

Às vezes perdemos a comunhão com Deus e vemos nossas vidas espirituais desabarem por causa de nossa fraqueza e inconsistência.
Deixamo-nos enganar pelas armadilhas deste mundo e, para ganhar um pouco, acabamos perdendo tudo.

Um dos principais motivos de perdermos o bom relacionamento com o Senhor é a mentira.
Muitas vezes achamos que existem "tamanhos" de mentiras, considerando as "pequenas" mentiras como se não fossem importantes.
Mas o Senhor nos adverte que o pai da mentira é o diabo, tanto das pequenas como das
grandes.

Nós somos do Senhor.
Ele é a Verdade e nós somos Seus filhos.
Nada temos com a mentira, não queremos união com a mentira, achamos que toda a mentira, pequena ou grande, é mentira e contrária à vontade de Deus.
Temos prazer em estar entre os filhos da verdade, em jamais trocá-la por nada neste mundo, em nos conservar fiéis ao Senhor em toda e qualquer circunstância.

Você tem certeza de que está entre os filhos da verdade?

O OLEIIRO E O VASO

Certo dia um homem chegou em uma loja, onde só se vendiam vasos de barro e falou para o vendedor: olha eu quero comprar o melhor vaso que você tiver em sua loja, não importa o preço.
O vendedor, então, olhando para trás e vendo aquela enorme estante de vasos, foi pegando um a um para testar a qualidade dos vasos, afinal o homem queria o melhor.
Os primeiros vasos o oleiro batia com sua mão, outros ele somente pegava em suas mãos, mas não chegava a bater e outros ele só olhava.
O homem ficou muito curioso e perguntou: olha, desculpa, mas por quê você pega alguns vasos e bate outros você só apalpa, e outros você nem chega a pegar?
Então o oleiro respondeu: olha meu senhor, todos esses vasos aqui foram eu mesmo que fiz e então eu os conheço. Alguns eu sei que eu posso prová-los, sei que eles não vão se quebrar, outros eu pego em minhas mãos, mas sei que eles não vão resistir à prova, e outros eu nem me atrevo a tocar porque sei que vão se quebrar muito facilmente.
Moral da estória:
Se você está sendo provado não se deixe abater porque foi Deus quem te fez e ele sabe que você vai suportar, se não Ele não te provaria, então vença essa provação porque ele quer que você seja aprovado.

FÉ E ESPERANÇA

"Portanto, ó senhores, tende bom ânimo; porque creio em Deus, que há de acontecer assim como a mim me foi dito."
(Atos 27:25)

Alguns anos atrás, fiz uma viagem para os Estados Unidos em um navio cujo capitão era um cristão muito dedicado.

Quando nos aproximávamos da costa de Terra Nova ele me disse:

- A última vez que atravessei este trecho há um mês, aconteceu uma coisa que revolucionou toda a minha vida cristã.

Encontrava-se a bordo George Muller.
Eu estivera 24 horas na ponte de comando.
George Muller procurou-me e disse:

- Capitão, vim dizer-lhe que preciso estar em Quebec no sábado a tarde.

- É impossível, respondi.

- Muito bem, se o seu navio não pode levar-me, Deus achará outra maneira. Há 57 anos que nunca quebro um compromisso. Desçamos até a cabine de mapas. Vamos orar.

Olhei para aquele homem de Deus e pensei de que asilo de lunáticos teria ele fugido. Eu jamais tinha ouvido coisa semelhante.

- Sr. Muller, disse eu, o senhor sabe a densidade desta neblina?

- Não, respondeu ele, meus olhos não estão fixos na densidade da neblina, mas no Deus vivo que controla cada circunstância da minha vida.

Ele se ajoelhou e fez uma das orações mais simples que já ouvi, e quando acabou, eu iria orar; mas ele pôs a mão no meu ombro e me disse que não o fizesse.

- Em primeiro lugar você não crê que Ele atenderá, e em segundo, eu creio que Ele já respondeu, e não há mais necessidade de que você ore.

Olhei para ele, e ele me disse:

- Capitão, já faz 57 anos que eu conheço o meu Deus e nunca houve um só dia que eu deixasse de ter audiência com Ele. Levante-se capitão, e abra a porta e verá que a neblina se foi.

Levantei-me e vi que assim era.

No sábado a tarde, George Muller estava em Quebec para o seu compromisso.

Não devemos focalizar nossa atenção em coisas sombrias, mas naquEle que "tudo" pode, e certamente fará

"A Fé é um salto no escuro para os braços de Deus.
Quem não tem fé não salta e nem é abraçado...
fica apenas no escuro."

"Sem fé é impossivel agradar a Deus."
(Hebreus 11:6)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

FALTA DE FÉ

Caso fossem colocadas diante de nós duas portas, uma etiquetada: desafios, problemas, tristeza, lutas, perseguições e a outra: paz, descanso, prosperidade, alegria, seria quase impossível alguém escolher a primeira.

Nós, seres humanos, buscamos conforto e distância das dificuldades, e, muitas vezes, nos tornamos descuidados e até esquecemos de Deus quando tudo está para lá de ótimo.

Um exemplo pungente foi aquele do rei Ezequias, ao qual costumo chamar "o egoísta abençoado" que, depois de curado de forma maravilhosa por Deus, exagerou na propaganda de seus tesouros ao visitantes da Babilônia, tendo colocado a segurança de seu reino em risco. Apesar do escorregão, o rei ficou feliz porque as conseqüências disso somente viriam na geração futura e não o atingiriam diretamente. (Isa 39: 1-8).

A ausência de problemas não é uma das premissas da vida cristã, e Jesus nos advertiu sobre aflições que certamente viriam (Jo 16:33), mas que seriam vencidas mediante a confiança Nele.

Fugir dos desafios e considerá-los sinônimo de derrota, ou da ausência da ação divina em nosso favor, é um erro de estratégia que deve ser evitado.

Tiago nos fala da provação como um treinamento para o acesso à coroa da vida, pois ela nos ensina a PACIÊNCIA e a FÉ:

"Meus irmãos tende grande gozo quando cairdes em várias provações".

"Sabendo que a prova da vossa fé obra a paciência".

"Bem aventurado o varão que sofre a provação, porque quando for provado, receberá a coroa da vida..." (Tg 1: 1-2 e 12).

Pedro também incide sobre a mesma questão ao dizer:

"Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes a se revelar no último tempo".

"Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário que estejais por um pouco contristados com várias tentações".

"Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo." (I Pedro 1: 5-7)

A vitória que temos sobre os desafios depende, contudo, de estarmos unidos, pela fé, à realidade de Cristo, sabendo que Ele está conosco a ponto de repetirmos as palavras de Davi:

"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte não temeria mal algum porque tu estás comigo" (Sl 23:4).

A consciência de tal presença é algo que temos de assumir como real e permanente, uma vez que é a nossa fé que vence o mundo, em todas as suas ameaças (I Jo 5:4).

Um episódio extraordinário nos é relatado no livro dos reis, quando o servo de Eliseu entrou em pânico diante da ameaça de exércitos inteiros enviados para prender o profeta, desequilibrando as batalhas, e recebeu como resposta que "mais eram os que estavam protegendo o servo de Deus do que os inimigos".

O rapaz certamente não entendeu nada do que lhe era dito, mas, depois, pela oração de Eliseu, seus olhos foram abertos e viu algo que já era conhecido pelo profeta desde que recebera o poder de Elias (II Reis 2:12), que eram carros e cavalos de fogo, prontos a batalhar em favor dos que andam com Deus (II Rs 6: 8-(16)-23).

Os trechos bíblicos que bem podem nos orientar sobre a realidade da nossa relação com Cristo, e, conseqüentemente, com Deus, são aqueles das tempestades enfrentadas pelos discípulos, em duas ocasiões:

PRIMEIRO EXEMPLO:

"E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem o barco, e fossem adiante para outra banda, enquanto despedia a multidão".

"E o barco estava no meio do mar, açoitado pelas ondas, porque o vento era contrário".

"Mas a quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, caminhando por cima dom mar".

"E quando subiram para o barco, acalmou o vento." (Mt 14:22-36)

Observe que foi Jesus quem mandou que eles entrassem no barco e se fizessem ao mar, não para que sofressem algum mal, mas para "treinar" o seu exercício de fé.

O mar era um local conhecido de vários deles, que eram pescadores, mas os ventos contrários os deixaram sem ação.

Jesus veio andando sobre o mar e acalmou a tempestade, pois ele sempre sabe onde estamos, e tem consciência das nossas dificuldades, embora possamos imaginar ao contrário.

SEGUNDO EXEMPLO:

"E, naquele mesmo dia, sendo já tarde, disse-lhes: passemos para outra banda."

"E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que se enchia".

"E ele estava na popa dormindo sobre uma almofada, e despertaram-no, dizendo: Mestre, não se te dá que pereçamos?"

"E ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança." (MC 4: 35:41).

Jesus estava com eles nessa jornada.

Jesus dormia, uma vez que era carne e ossos como você e eu, mas Ele sabia que nada poderia lhe acontecer de forma diferente da vontade do Pai. Para nós existe a promessa de que nem um fio de cabelo irá cair sem a autorização divina, e que mesmo as coisas mais "estranhas" e aparentemente "incômodas", irão contribuir para nosso bem.

Os discípulos não levaram em conta que estavam "muito bem acompanhados", e acordaram o Mestre reclamando que Ele não se importava com seus problemas, algo semelhante à conversa da irmã de Lázaro, dizendo que este não teria morrido se Jesus "chegasse antes" (João 11: 1-(21)-46).

Acontece que Jesus não queria somente curar Lázaro, mas trazê-lo à vida, pois isso era fundamental para o projeto de Deus na Terra. Deus sempre chega na hora certa.

Isso foi falta de fé e Jesus, depois de acalmar a tempestade, os repreendeu.

Marque bem a diferença que existe entre ser atacado pela tempestade e engolido por ela.

"Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós".

"Em tudo somos atribulados, mas não angustiados, perplexos, mas não desanimados."

"Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos". (II Cor 4: 7-9)

Autor: Januário Elcio Lourenco

FALTA DE FÉ

Caso fossem colocadas diante de nós duas portas, uma etiquetada: desafios, problemas, tristeza, lutas, perseguições e a outra: paz, descanso, prosperidade, alegria, seria quase impossível alguém escolher a primeira.

Nós, seres humanos, buscamos conforto e distância das dificuldades, e, muitas vezes, nos tornamos descuidados e até esquecemos de Deus quando tudo está para lá de ótimo.

Um exemplo pungente foi aquele do rei Ezequias, ao qual costumo chamar "o egoísta abençoado" que, depois de curado de forma maravilhosa por Deus, exagerou na propaganda de seus tesouros ao visitantes da Babilônia, tendo colocado a segurança de seu reino em risco. Apesar do escorregão, o rei ficou feliz porque as conseqüências disso somente viriam na geração futura e não o atingiriam diretamente. (Isa 39: 1-8).

A ausência de problemas não é uma das premissas da vida cristã, e Jesus nos advertiu sobre aflições que certamente viriam (Jo 16:33), mas que seriam vencidas mediante a confiança Nele.

Fugir dos desafios e considerá-los sinônimo de derrota, ou da ausência da ação divina em nosso favor, é um erro de estratégia que deve ser evitado.

Tiago nos fala da provação como um treinamento para o acesso à coroa da vida, pois ela nos ensina a PACIÊNCIA e a FÉ:

"Meus irmãos tende grande gozo quando cairdes em várias provações".

"Sabendo que a prova da vossa fé obra a paciência".

"Bem aventurado o varão que sofre a provação, porque quando for provado, receberá a coroa da vida..." (Tg 1: 1-2 e 12).

Pedro também incide sobre a mesma questão ao dizer:

"Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes a se revelar no último tempo".

"Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário que estejais por um pouco contristados com várias tentações".

"Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo." (I Pedro 1: 5-7)

A vitória que temos sobre os desafios depende, contudo, de estarmos unidos, pela fé, à realidade de Cristo, sabendo que Ele está conosco a ponto de repetirmos as palavras de Davi:

"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte não temeria mal algum porque tu estás comigo" (Sl 23:4).

A consciência de tal presença é algo que temos de assumir como real e permanente, uma vez que é a nossa fé que vence o mundo, em todas as suas ameaças (I Jo 5:4).

Um episódio extraordinário nos é relatado no livro dos reis, quando o servo de Eliseu entrou em pânico diante da ameaça de exércitos inteiros enviados para prender o profeta, desequilibrando as batalhas, e recebeu como resposta que "mais eram os que estavam protegendo o servo de Deus do que os inimigos".

O rapaz certamente não entendeu nada do que lhe era dito, mas, depois, pela oração de Eliseu, seus olhos foram abertos e viu algo que já era conhecido pelo profeta desde que recebera o poder de Elias (II Reis 2:12), que eram carros e cavalos de fogo, prontos a batalhar em favor dos que andam com Deus (II Rs 6: 8-(16)-23).

Os trechos bíblicos que bem podem nos orientar sobre a realidade da nossa relação com Cristo, e, conseqüentemente, com Deus, são aqueles das tempestades enfrentadas pelos discípulos, em duas ocasiões:

PRIMEIRO EXEMPLO:

"E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem o barco, e fossem adiante para outra banda, enquanto despedia a multidão".

"E o barco estava no meio do mar, açoitado pelas ondas, porque o vento era contrário".

"Mas a quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, caminhando por cima dom mar".

"E quando subiram para o barco, acalmou o vento." (Mt 14:22-36)

Observe que foi Jesus quem mandou que eles entrassem no barco e se fizessem ao mar, não para que sofressem algum mal, mas para "treinar" o seu exercício de fé.

O mar era um local conhecido de vários deles, que eram pescadores, mas os ventos contrários os deixaram sem ação.

Jesus veio andando sobre o mar e acalmou a tempestade, pois ele sempre sabe onde estamos, e tem consciência das nossas dificuldades, embora possamos imaginar ao contrário.

SEGUNDO EXEMPLO:

"E, naquele mesmo dia, sendo já tarde, disse-lhes: passemos para outra banda."

"E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que se enchia".

"E ele estava na popa dormindo sobre uma almofada, e despertaram-no, dizendo: Mestre, não se te dá que pereçamos?"

"E ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança." (MC 4: 35:41).

Jesus estava com eles nessa jornada.

Jesus dormia, uma vez que era carne e ossos como você e eu, mas Ele sabia que nada poderia lhe acontecer de forma diferente da vontade do Pai. Para nós existe a promessa de que nem um fio de cabelo irá cair sem a autorização divina, e que mesmo as coisas mais "estranhas" e aparentemente "incômodas", irão contribuir para nosso bem.

Os discípulos não levaram em conta que estavam "muito bem acompanhados", e acordaram o Mestre reclamando que Ele não se importava com seus problemas, algo semelhante à conversa da irmã de Lázaro, dizendo que este não teria morrido se Jesus "chegasse antes" (João 11: 1-(21)-46).

Acontece que Jesus não queria somente curar Lázaro, mas trazê-lo à vida, pois isso era fundamental para o projeto de Deus na Terra. Deus sempre chega na hora certa.

Isso foi falta de fé e Jesus, depois de acalmar a tempestade, os repreendeu.

Marque bem a diferença que existe entre ser atacado pela tempestade e engolido por ela.

"Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós".

"Em tudo somos atribulados, mas não angustiados, perplexos, mas não desanimados."

"Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos". (II Cor 4: 7-9)

Autor: Januário Elcio Lourenco

MESMA INTENSIDADE


Há alguns ensinos de Jesus que produzem certo “friozinho na barriga” só de ouvi-los ou lê-los, quanto mais interiorizá-los buscando a prática no dia-a-dia. São ensinos que mexem com o mais profundo do nosso ser, o nosso âmago. Agora, o maior desafio é ter que reconhecer que Seus ensinos não surgiram no vácuo, antes, Ele os praticou, os vivenciou, os personificou.

Chamo sua atenção para a seguinte aula que o Senhor Jesus lecionou aos seus discípulos e demais ouvintes:

“Porque o Reino do Céu é como um rei que resolveu fazer um acerto de contas com os seus empregados. Logo no começo trouxeram um que lhe devia milhões de moedas de prata. Mas o empregado não tinha dinheiro para pagar. Então, para pagar a dívida, o seu patrão, o rei, ordenou que fossem vendidos como escravos o empregado, a sua esposa e os seus filhos e que fosse vendido também tudo o que ele possuía. Mas o empregado se ajoelhou diante do patrão e pediu: “Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor.” —O patrão teve pena dele, perdoou a dívida e deixou que ele fosse embora. O empregado saiu e encontrou um dos seus companheiros de trabalho que lhe devia cem moedas de prata. Ele pegou esse companheiro pelo pescoço e começou a sacudi-lo, dizendo: “Pague o que me deve! —Então o seu companheiro se ajoelhou e pediu: “Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo.”—Mas ele não concordou. Pelo contrário, mandou pôr o outro na cadeia até que pagasse a dívida. Quando os outros empregados viram o que havia acontecido, ficaram revoltados e foram contar tudo ao patrão. Aí o patrão chamou aquele empregado e disse: “Empregado miserável! Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. Portanto, você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você.”—O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida. E Jesus terminou, dizendo: —É isso o que o meu Pai, que está no céu, vai fazer com vocês se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão.”

Mateus 18. 21-35 NTLH

Acredito que você já percebeu sobre qual ensino do nosso Amado Mestre eu estou falando: Perdão! Se você ler atentamente ou se propor a fazer um estudo sobre o perdão nos evangelhos, notará o quanto o Senhor ensinou sobre isso. Realmente o perdão é uma das colunas do evangelho pregado por Jesus, o evangelho do Reino.

Não há como ser Seu discípulo e tentar viver indiferente a necessidade de perdoar ao próximo. Não importa o tamanho do pecado, não importa o tamanho da dor proporcionada, não importa o tamanho da desconfiança gerada, é uma exigência de Jesus: Perdoar !

Apesar de realmente ser uma exigência, pense nos incontáveis benefícios desfrutados ao perdoar : Liberdade, leveza, saúde psíquica e física, crescimento na vida espiritual e inúmeras outras conquistas. Perdoar é curar a si mesmo para então curar o próximo. É mais ou menos como o mandamento de amar ao próximo estabelecido pelo próprio Deus e reenfatizado por Jesus:

“O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo . Não há outro mandamento maior do que estes.”

Marcos 12. 31 (grifo meu)

O amor ao próximo deve ser na mesma medida, na MESMA INTENSIDADE, que amamos a nós mesmos. O perdão não é diferente, experimentamos liberdade e libertamos o próximo. Experimentamos leveza e deixamos igualmente leve nosso próximo. Somos curados e proporcionamos a cura. Sim, na MESMA INTENSIDADE!

É extremamente séria essa faceta de como perdoar . O perdão deve fluir das nossas vidas para o próximo na MESMA INTENSIDADE que Deus nos perdoa e que nós mesmos nos perdoamos.

A parábola acima, contada por Jesus, nos mostra uma das atitudes que mais deixa Deus indignado conosco: “Prender” quem nos ofende, quem pecou contra nós, mesmo conscientes do imensurável perdão que Ele nos dá.

Entenda, é na MESMA INTENSIDADE! Apesar de não podermos comparar o tamanho da minha e da tua ofensa para com Deus, que é imensuravelmente maior, isso em relação àquela cometida pelo nosso próximo a nós mesmos (que sem dúvida alguma é muito menor), Ele espera que o nosso perdão seja dado ao próximo na mesma intensidade com a qual Ele nos perdoa.

Você consegue lembrar de Jesus chamando Judas, após tê-lo traído, de amigo? Consegue lembrar de Jesus cravado na cruz pedindo para que Deus perdoasse aqueles que lhe agrediam física e verbalmente? E de Jesus procurando Pedro para derramar cura e deixar bem claro que a missão dada a ele não havia mudado? Sabe o que é isso? Perdão!

Podemos até admitir o quão difícil é perdoar , mas não podemos nos isentar do cumprimento desse ensino. Perdoar como Deus nos perdoou e perdoa. Perdoar como o Senhor Jesus, que quando esteve aqui nessa terra, mostrou o como, o exemplo, o caminho a ser seguido.

Lembre-se: Não podemos escolher quem perdoar ou o que perdoar, nosso perdão não pode ser seletivo ou condicional, tem que ser como o d'Ele, na MESMA INTENSIDADE!

A afirmação seguinte é forte, mas verdadeira: Há uma forma de experimentar a revogação do nosso perdão , o que eu acredito que não seja nosso interesse. E essa é não perdoar . Na parábola contada por Jesus isto fica muito claro, mais claro ainda fica quando ele termina o ensino da oração modelo:

“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.”

Mateus 6. 14-15

Vamos pedir graça dos céus para aprendermos essa lição: Perdoar ! Ah, e na MESMA INTENSIDADE!



L. R. Meier

CAMINHO DE RENÚNCIA - por Elioenai Fernando

"Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me." (Mateus 16.24)

No texto acima, Jesus estabelece um importante princípio para todos aqueles que desejam segui-lo e se tornarem seus discípulos. Ao analisar o contexto, é possível perceber nos versículos anteriores que o Senhor Jesus tinha acabado de anunciar aos Seus apóstolos, pela primeira vez, a aproximação de Sua morte e humilhação (v. 21). Pedro se assustou, e disse, “Tem compaixão de Ti, Senhor” (v. 22). Essa afirmação de Pedro expressa uma mentalidade carnal comum presente na humanidade.

O homem vive em uma constante busca pela felicidade e realização dos seus sonhos. Sempre preocupado em preservar sua autodefesa. Esse é o caminho do mundo, a centralização em si mesmo. Preste atenção na declaração de Pedro: “Tenha compaixão de ti”. Essa é a soma de sua filosofia.

Em contrapartida, temos a doutrina de Cristo, que não prega “salve a si mesmo”, mas sim, “sacrifica a si mesmo”. Sendo bem honestos, é notório que hoje esse ``evangelho´´ não está sendo muito pregado.

Uma grande parte do material cristão que temos disponível hoje refere-se à auto-ajuda. Pouco tem se falado em morrer, negar suas vontades ou aprender a abrir mão dos seus próprios interesses.

Mediatoriamente, a cruz de Cristo permanece sozinha, mas é preciso entender que experiencialmente ela é compartilhada por todos que desejam se tornar discípulos de Jesus.

Para ser discípulo de Jesus, é necessário:

• NEGAR A SI MESMO;

• TOMAR A SUA CRUZ;

• SEGUIR A JESUS.

Você entende que não é opção, e sim uma CONDIÇÃO? Ou seja, nos tornarmos discípulos de Jesus implica diretamente no cumprimento dos pré-requisitos acima.

É interessante observar que, Ele coloca todos no mesmo nível. Sendo assim, não é uma exigência para se tornar um pastor, evangelista, profeta, apóstolo, obreiro, missionário, adorador, etc. Trata-se de uma exigência para o primeiro nível, que é: ser discípulo.

Vamos analisar mais de perto esses três pré-requisitos que Jesus menciona.

Negar a si mesmo

O evangelho de Lucas no capítulo quatorze versículo trinta e três diz:

Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo.

Negar a si mesmo, não significa somente abrir mão dos sonhos. A atitude de negar a si mesmo implica em abrir mão de sua vontade para fazer a vontade de Deus. Significa dizer NÃO para a própria carne e dizer SIM para os propósitos do Senhor.

Pense na seguinte situação: você está dirigindo e alguém lhe fecha no trânsito. A primeira reação de qualquer ser humano é retalhar, mas se, ao invés disso, você perdoar, com isso estará negando a si mesmo.

Quando alguém lhe trata mal ou lhe trai, e você perdoa. Isso é negar a si mesmo.

Mas não pense que negar a si mesmo envolve somente não retribuir o mal com o mal, pois vai além disso. Significa também abrir mão de algo que você realmente deseja. Situações simples como quando você está com muito sono, em que a única coisa que você quer é deitar na cama e descansar. Mas ao invés de dormir, você decide abrir mão de algumas horas de sono para orar ou ler a Bíblia. Isso é negar a si mesmo.

O próprio jejum é uma atitude de negar a si mesmo.

Tomar A Sua cruz

E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.

Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á. (Mateus 10.38-39)

Primeiro é necessário entender o que é a cruz. A sua cruz não é seu cônjuge, seu pai, seu filho, nem uma doença ou problema qualquer.

Da mesma forma, tomar a cruz de Cristo, não significa apenas deixar de matar, roubar, usar drogas, adulterar, se prostituir, etc. Mas consiste em estar no centro da vontade de Deus.

É poder dizer como Jesus disse em Mateus 26.39: “Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres”.

Paulo condena a justiça própria, dizendo “porqu anto, não conhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus” (Romanos 10:3). Em contrapartida, referindo-se a si mesmo declara: “ não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé” (Filipenses 3:9).

Jesus não se preocupou em agradar a si mesmo (Romanos 15.3), no entanto, Ele preferiu e decidiu

fazer a vontade do Pai.

SEGUIR A JESUS

“Pois, quem quiser salvar a sua vida por amor de mim perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.” (Mateus 16.25)

Você está disposto a segui-lo?

Se a resposta for sim, você entende que existe um preço? Isso implica em negar a si mesmo.

Em João 12.24 está escrito “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo caindo na terra não morrer , fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.”

Você está disposto a morrer para poder dar frutos?

Está disposto a ser chamado de fanático por amor ao evangelho?

Em Filipenses 2.5 diz “ Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.”

Esse sentimento é a atitude de esvaziar-se. Mas você pode se perguntar, esvaziar-se do quê ? E a resposta é: de tudo, absolutamente TUDO.

E então, você está realmente disposto?

Você está disposto a NEGAR A SI MESMO, TOMAR A SUA CRUZ e SEGUÍ-LO?

Faça parte de uma geração que não se vende e não se corrompe.


Pr.Nai (Elioenai Fernando)