
Perto está o Senhor e nada poderá abalá-lo.
Sejam tristezas;
Sejam tribulações;
Sejam dificuldades;
Todas palavras de mortes
(Aquelas que não edificam)
Lançadas sobre a tua vida e dos teus:
Pais, Cônjuge, Filhos e Amigos,
Não prosperarão.
Acredite, sobre a tua vida
Tem a mão e o poder
De Deus.
Perto Está O Senhor de Você.
Pois,
Guarda-se;
Limpa a mente;
Preserva o coração.
Por mais que peça a alma
Na tua imensa sabedoria, diz não
E acalma-a.
Jesus Cristo
O Senhor é contigo.
Todas as tuas orações foram ouvidas
Por vezes falam:
- Que demora.
Creia,
Terão respostas.
Tem a garantia da palavra de Deus.
Chegará em seu tempo e trará
O maior dos seus desejos.
Já contemplo
A alegria imensa do teu coração;
O mais belo dos sorrisos no teu rosto;
O Firme Caminho a Ser Seguido Por você.
Porque ...
“Perto Está o Senhor de Todos Os Que o Invocam, de Todos Os Que o Invocam Em Verdade“.
Sl 145.18
quinta-feira, 17 de abril de 2008
PERTO ESTÁ O SENHOR...
terça-feira, 15 de abril de 2008
A FELICIDADE SEGUNDO JESUS
Lc 6.20-26
O grande pensador cristão Blaise Pascal disse o seguinte sobre a felicidade:
“Todos os homens buscam a felicidade. E não há exceção. Independentemente dos diversos meios que empregam, o fim é o mesmo. O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes. O desejo só dá o último passo com este fim. É isto que motiva as ações de todos os homens, mesmo dos que tiram a própria vida.”
A felicidade é, portanto, uma busca de todos nós. Toda a pessoa almeja ser feliz. O trabalhador almeja ser feliz através do seu trabalho. Até o traficante de drogas com seus crimes tem como objetivo a felicidade. Quem não busca ou não sonha com a felicidade? Que coisa triste ouvir a frase seguinte, escrita pelo grande escritor argentino Jorge Luiz Borges: “Cometi o pior dos pecados que um homem possa cometer: não fui feliz”.
Há três grandes equívocos que podemos cometer em relação a felicidade[1]:
a) O primeiro erro é considerar que a felicidade tem uma fórmula simples. A literatura de auto-ajuda traz sempre as 7, 10, 14 ou 50 dicas para ser feliz. O erro é crer que seguir uma lista de instruções nos tornará invariavelmente felizes. E no mais atingir o sucesso em uma área de nossa vida não significa necessariamente felicidade. Como dizia o escritor Oscar Wilde: “Neste mundo só há duas tragédias – uma é não conseguir o que se quer, a outra é conseguir”. Em certos momentos conseguimos o que queríamos, mas logo vem a sensação: não era bem isso que eu queria.
b) Um segundo equívoco em relação a felicidade é pensar que é possível atingir a alegria perene. Sempre sorrir e estar contente. É impossível estar alegre o tempo todo. Se isso fosse possível, logo a alegria seria uma rotina, e não produziria mais nenhuma sensação de prazer. A dor e o chorar fazem parte do viver humano. E mais, são essenciais para o nosso crescimento. A ausência de problemas é impossível, e se fosse possível, não seria saudável para o nosso crescimento como pessoas.
Felicidade deve ser vista como contentamento. Não é estar sempre sorrindo e distribuindo abraços. É um sentimento que vem de dentro para fora, e não o contrário. E nem devemos vê-la como apenas algo que atingiremos no futuro. A verdadeira felicidade é para ser desfrutada no presente, no “aqui e agora”. Paulo nos ensina sobre o contentamento quando diz que “Não digo isto por causa de necessidade, pois já aprendi: a contentar-me em toda e qualquer situação” (Fp 4.11). Felicidade está acima da situação em que vivemos. O escritor aos Hebreus também toca no tema quando diz: “Seja a vossa vida sem avareza, contentando-vos com o que tendes, pois ele mesmo disse: não te deixarei nem te desampararei” (Hb 13.5). Sou feliz em qualquer situação, pois Jesus está do meu lado. E Jesus nos adverte sobre a importância de vivermos a felicidade no presente quando diz que “Portanto, não andeis ansiosos pelo dia de amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal” (Mt 6.34).
A Bíblia nos fala de uma felicidade que é vivida no presente, no dia-a-dia, e que não depende de circunstâncias. Não é aquele conceito de felicidade onde tudo depende do “assim que...”. Assim que eu arrumar um bom emprego, serei feliz. Assim que eu casar, serei feliz etc. Como bem definiu Ed René Kivitz: “Felicidade é muito mais um jeito de ir do que um lugar aonde se chega”[2].
O texto que lemos traz a expressão “bem aventurados”. Jesus a usa por quatro vezes. Em Mateus, Jesus fala sobre 8 bem aventuranças. A questão importante é que o termo “bem aventurados” pode ser traduzido por “felizes”. Assim faz a tradução da Bíblia de Jerusalém. Podemos então usar o texto de Lc 6.20-26 como diretriz para entender o que é a felicidade segundo Jesus.
1. Em primeiro lugar é preciso afirmar que o conceito de Jesus de felicidade é radicalmente diferente do conceito comum
E isso não é nenhuma novidade. A mensagem de Jesus como um todo é radicalmente diferente do pensamento comum de sua época, como o de nossa época também. Jesus condena combater a violência com a própria violência, quando ensina que devemos oferecer a outra face se alguém nos bater. Jesus ensina que o mal tem que ser vencido pelo bem. Não podemos responder o mal com mal. Ele vai mais longe ainda e ensina que ao invés de ódio, temos que manifestar amor ao nosso inimigo. Ensina que no Reino de Deus o primeiro é o último, e o primeiro o último. E o próprio Rei Jesus veio a este mundo para servir e não para ser servido, ao contrário do que geralmente sabemos sobre os reis. Ele diz que “... quem entre vós quiser ser o primeiro será o servo de todos” (Mc 10.44). Por tudo isto vemos que a mensagem de Jesus é sempre diferente do que a maioria das pessoas defendem.
Vamos agora imaginar um pouco. Pensem comigo. Imaginem que vamos fazer uma pesquisa e a pergunta será: o que traz felicidade. Quais seriam as respostas que mais seriam dadas pelas pessoas?
a) Uma resposta que apareceria com certeza seria a seguinte: o dinheiro traz felicidade. Com certeza muito concordariam com tal resposta. Aí vamos ao texto bíblico, e o que nos diz Jesus? “Bem-aventurado vós, os pobres, pois vosso é o Reino de Deus” (Lc 6.20) e “Mas ai de vós, os ricos! Pois já tendes a vossa consolação” (Lc 6.24). O conceito de felicidade de Jesus é desconcertante. O dinheiro não é colocado como o segredo da felicidade. O pobre pode ser feliz, e o rico infeliz.
É claro que no nosso texto base não traz a idéia de que a pobreza é sinal automático de bênção e a riqueza de maldição. Se fosse assim, Paulo não teria escrito o seguinte: “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas” (I Tm 6.17). Paulo aconselha aos cristãos que seriam ricos. O que Jesus faz é usar os termos pobre e rico para uma comparação. O pobre, em geral, sente-se abandonado e precisa da ajuda do outro. Já o rico é auto-suficiente. Assim também são as pessoas espiritualmente falando, os “pobre de espírito” reconhecem que precisam de Deus, os auto-suficientes não.
Por outro lado, se Jesus faz tal comparação, é porque a riqueza, na maioria das vezes, é realmente um empecilho e não uma bênção. E podemos ser felizes sem ela. O mesmo Paulo que aconselha os ricos, fala que “mas os que querem fica ricos caem em tentação e em laço” (I Tm 6.9) e “porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé...” ( Tm 6.10).
Dinheiro pode ser sinônimo de conforto, mas não de felicidade. Veja o exemplo de Michael Jackson. Um artista bastante talentoso. Vendeu milhões de discos, enriqueceu e olhando para ele hoje, você diria que ele é uma pessoa feliz? Dinheiro não significa necessariamente felicidade. A bíblia não condena o bom uso do dinheiro, mas sempre nos alerta sobre o fascínio que ele exerce. Na verdade o dinheiro não é tão neutro assim. O dinheiro é praticamente um deus que pede lealdade absoluta. Jesus só mencionou pelo nome uma entidade maligna: Mamom (“as riquezas”). Para Jesus o dinheiro quer ser nosso Senhor e rivaliza com Deus. “Ninguém pode servir a dois senhores, ou há de odiar a um e amar o outro... Não podeis servir a Deus e à Mamom” (Mt 6.24).
Como diante de tal mensagem radical do evangelho, colocar a felicidade no dinheiro. Ou pior, fazer como a malfadada Teologia da Prosperidade, colocar as bênçãos de Deus nos se ter ou não ter dinheiro. Um pregador dia desses no rádio dizia que antes andava de bicicleta e agora de jatinho, por isso era abençoado. E todas estas mentiras de enriquecimento fácil pregadas por falsos profetas que expulsam uma série de demônios, menos o que Jesus mencionou pelo nome (Mamom). Pobreza é uma maldição? Geralmente não. Podemos ser abençoados, sendo pobres. Cuidado com a tal Bíblia da Prosperidade Financeira que traz uma nota dizendo que pobreza é maldição e outras barbaridades. Mesmo pobres, podemos ser felizes.
b) Uma outra resposta que teríamos em nossa imaginária pesquisa sobre o que traz felicidade seria a fartura e os prazeres da vida. Aí está a felicidade, comer bem, viver com coisas boas. Aí olhamos para Jesus e ele nos diz que “Bem aventurados vós, que agora tendes fome, pois sereis fartos” (Lc 6.21) e “Mas ai de vós, os que estais fartos! Pois tereis fome” (Lc 6.25). Jesus aqui, não condena o comer com prazer. Não faz o texto um convite ao ascetismo rigoroso de monges e freiras. Não precisamos passar fome voluntariamente ou fazer o nosso corpo sofrer para não sentir prazer. O que Jesus faz e nos lembrar que é possível passar até fome e mesmo assim ser feliz. O que Jesus quer dizer é que não está na fartura o segredo da felicidade.
O próprio Jesus não vivia num jejum rigoroso a todo instante. Quando Jesus, certa vez, falou de pessoas que nunca estavam satisfeitas com nada, ele falou sobre João Batista e ele: “Pois veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: tem demônio. Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizem: eis aí um homem comilão e beberrão” (Mt 11.18-19). Pelo texto vemos que Jesus gostava de comer uma boa comida. O perigo são prazeres como este nos dominar. E devemos sempre saber que mesmo que nos falte as boas coisas da vida, podemos ser felizes.
c) Vamos então continuar a nossa pesquisa. Uma outra resposta que apareceria sempre seria: ser feliz é sempre ter um motivo para sorrir. Aí eu vou para as palavras de Jesus e encontro o seguinte: “Bem aventurados vós, que agora chorais, pois haveis de rir” (Lc 6.21) e “Ai de vós, os que agora rides! Pois vos lamentareis e chorareis” (Lc 6.25). Novamente a mensagem de Jesus nos desconcerta.
Claro que não é uma condenação do riso em si. O que Jesus mais uma vez quer dizer é o seguinte: sorrir não é o segredo da felicidade. Pelo que lemos de Jesus entendemos que ele sorria. No filme o “Nome da Rosa” que passa num mosteiro da Idade Média, há uma discussão sobre se Jesus sorria ou não entre os monges. O grupo que defendia que ele não sorria dizia que nenhum texto bíblico diz que Jesus sorriu, ao que o personagem de Sean Connery diz “mas também nenhum diz que não”. E penso que Jesus sorria sim.
Agora não precisamos sorrir o tempo todo para mostrar que somos felizes. Em muitos momentos estaremos chorando, porém felizes. O livro dos Salmos é o hinário do povo judeu. E mais da metade deles não trazem risos de felicidade, mas sim lamentações e clamores do povo. Engraçado que hoje em nossas igrejas há a idéia de que quando louvamos não podemos estar tristes, e temos que sorrir a todo custo, pois se não, há algum problema espiritual. Ora, mais da metade do livro de cânticos da Bíblia (Salmo) traz lamento e não sorriso. Precisamos rever isso. Podemos e devemos sorrir, mas sempre devemos nos lembrar que mesmo chorando podemos ser felizes.
d) Uma última resposta que podemos imaginar para a nossa pesquisa é a seguinte: a felicidade está relacionada com o sucesso, com os aplausos das pessoas. Se somos bem aceitos pela maioria, então somos felizes. E Jesus novamente quebra o pensamento comum: “Bem aventurados sereis quando os homens vos odiarem, e quando vos expulsarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do Homem” (Lc 6.22) e “Ai de vós, quando todos os homens vos disserem bem, pois assim faziam seus pais aos falsos profetas” (Lc 6.26)
Novamente o texto deve ser lido com equilíbrio e bom senso. Não é o ser elogiado que é condenado. O que Jesus demonstra é que o elogio pode ser enganoso. Podemos ser aplaudidos por todo mundo, e estar totalmente fora da vontade de Deus. Podemos receber elogios pelo trabalho sério. Jesus mesmo disse que nossas obras deveriam brilhar como luz para que as pessoas vissem. O texto, porém, nos lembra que muitas vezes não teremos elogios, mas sim severas críticas. E se formos criticados por nossa fidelidade a Jesus, devemos estar felizes. O problema seria se fôssemos criticados, e as pessoas tivessem razão em nos criticar. Ou fazer como casal líder da Renascer que entrou com dinheiro escondido nos Estados Unidos, cheios de escândalos nas costas, e se dizem perseguidos por servirem a Jesus. Aí é hipocrisia. Porém, podemos ser perseguidos e mesmo assim sermos felizes.
2. Em segundo lugar precisamos afirmar que a felicidade segundo Jesus é fazer parte do Reino de Deus
Uma das afirmações de Jesus nas bem aventuranças é que “pois vosso é o Reino de Deus” (Mt 6.20). Não é o dinheiro, a fartura, o riso ou o sucesso. A nossa felicidade está no fato de estarmos no Reino de Deus. Jesus desde o início de seu ministério anunciou o Reino de Deus: “O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1.15). O texto aponta o Reino de Deus para o futuro (“está próximo”), outros textos falam que o Reino já é uma realidade presente: “Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhe: é chegado a vós o Reino de Deus” (Lc 10.9). As duas afirmações são verdadeiras: com Jesus o Reino de Deus já chegou, mas ainda chegará de forma completa na volta de Jesus.
Cristo inaugurou o Reino de Deus. Cristo consumará de forma definitiva o Reino de Deus quando voltar na sua segunda e gloriosa vinda. A mensagem do Reino de Deus gira em torno de Jesus. O Reino de Deus é Jesus de certa forma. Então se queremos a felicidade verdadeira que é participar do Reino de Deus, devemos ter um relacionamento real com Jesus. É preciso confiar nele, e crer que nele estamos no Reino de Deus. “Arrependei-vos e crede no Evangelho”.
Uma das afirmações mais fantásticas de Jesus é a de Jo 14.6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Jesus não disse que a verdade seria uma religião ou uma série de informações sobre ele. Ele não disse a “a verdade é....”, mas sim “Eu sou a verdade”. Se queremos a verdade e a felicidade devemos ir até ele. Fé em Jesus não é questão de religião, é questão de um relacionamento real com Jesus.
Paulo vivia a verdadeira felicidade, ele fazia parte do Reino de Deus pois confiava plenamente em Jesus. E por isso pode dizer: “Sei passar necessidade, e também sei ter abundância. Em toda maneira, e em todas as coisas aprendi a ter fartura, como a ter fome, tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que fortalece” (Fp 4.12-13). Paulo podia todas as coisas em Jesus, pois tinha um relacionamento pessoal com ele. Quando Paulo sentia-se fraco, é Jesus quem o fortalecia.
Num dos textos mais conhecidos do Antigo Testamento, o salmista que também tinha um relacionamento pessoa com Deus diz: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo” (Sl 23.4). O salmista não temia o vale da sombra da morte, porque se ele tivesse que o atravessar não estaria sozinho, Deus estaria pessoalmente do seu lado.
Jesus diz em Lc 6.20 que “vosso é o Reino”. O verbo está no presente. A Bíblia apresenta sempre promessas presentes e futuras. A vida eterna é descrita assim, ás vezes como algo futuro, mas na maioria das vezes como algo presente, como no texto de Jo 3.16 (“para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna”). No texto de Lc 6, Jesus também fala do futuro quando fala sobre o “galardão no céu” (Lc 6.23). Promessas presentes e futuras sempre nos acompanham, e por isso podemos desfrutar da verdadeira felicidade.
Promessas para o presente nos mostram que Jesus não é uma ilusão. Não abraçamos a fé em Jesus para escapar do mundo. Jesus nos abençoa e caminha conosco hoje. É força para hoje, e não apenas para um futuro distante. O céu já é uma realidade aqui. Não de forma plena, mas de forma já bastante concreta.
Promessas para o futuro nos mostram que não podemos viver apenas para o temporal. Sou feliz independente do dinheiro, fartura, sorrisos e aplausos. E enfrento os momentos difíceis com a convicção de que há algo melhor e maior no futuro. Haverá o dia “Em que Deus enxugará de seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, pois já as primeiras coisas são passadas” (Ap 21.4).
Conclusão
A felicidade segundo Jesus não é apenas para o futuro, é para hoje. Felicidade não é um lugar que chegaremos, ou um bem que alcançaremos apenas no futuro. Já somos felizes (“bem aventurados”), pois pertencemos a seu Reino, pois o servimos de todo o coração, e o amamos. Você realmente pertence ao Reino de Deus? Realmente desfruta desta felicidade que é para hoje?
Ser feliz é, portanto, uma maneira de enxergar a vida. Não com os nossos míopes olhos, mas sim com os olhos da fé. Não é uma maneira ingênua de enxergar a vida. Não é achar que tudo está bom, e ficar acomodado. É chorar, lutar, sofrer, querer justiça, mas ainda sim ser muito feliz, bem aventurado. Até perseguido pelo nome de Jesus, mas saber que a presença dele em minha vida vale muito mais.
Sendo assim poderemos repetir as consoladoras palavras do profeta sagrado:
Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas
Hc 3.17-19
Luís Carlos Batista
sábado, 12 de abril de 2008
Satanás I
Apresentamos uma série de três estudos sobre a pessoa de Satanás, analisando diversos ângulos de sua existência e o seu objetivo principal em relação ao homem.
Através deste estudo, vemos que o diabo está vivo e possui grande poder. Os servos do Senhor Deus precisam estarem atentos, para não permitirem que o inimigo interfira, roubando-lhes as riquezas espirituais e afastando-lhes do Mestre.
1) O ESTADO ORIGINAL DE SATANÁS
”Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti. Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem.” Ez 28.12-17
a) Criado cheio de sabedoria
"Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura." Ez 28.12
b) Recebeu um lugar no santo monte de Deus
"Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas." Ez 28.14
c) Criado Santo e Justo
"Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti." Ez 28.15
d) O orgulho, motivo da sua queda
"Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem." Ez 28.17
2) A REBELIÃO E QUEDA DE SATANÁS
”Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo.” Is 14.12-15
a) lúcifer procurou exaltar-se à posição de Deus - Is 14.13 e 14
b) Em sua vaidade declarou: “Serei como Deus”
3) OS TÍTULOS E NOMES DE SATANÁS.
a) satanás = Adversário
"Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do SENHOR, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor" Zc 3.1;
"Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;" 1Pe 5.8
b) acusador
"Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus." Ap 12.10
c) lúcifer = portador da luz
"Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!" Is 14.12
d) dragão
"Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos;" Ap 12.7
e) diabo = difamador
"Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;" 1Pe 5.8
f) homicida e Mentiroso
"Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira." Jo 8.44
g) sedutor
"O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos." Ap 20.10
h) príncipe do Mundo
"Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso." Jo 12.31
i) príncipe da Potestade do ar
"nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;" Ef 2.2
j) destruidor
"e tinham sobre eles, como seu rei, o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom. " Ap 9.11
k) tentador
"Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães." Mt 4.3
l) maligno
"o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno;" Mt 13.38
m) deus deste século
"nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus." 2Co 4.4
4) SEU PODER
a) Não pode ser ignorado pelo servo de Deus - Ef 6.11,12
b) É soberano absoluto no reino dos demônios - Lc 11.14-18
I) Neste reino tem seu trono - Ap 2.13
II) Ele é soberano de um reino - Mt 12.26
III) Apresenta-se como anjo de luz - 2Co 11.14,15
IV) Tem lugares de reunião - Ap 2.9
c) Tem poder para opor-se aos mais poderosos anjos -Dn 10.5,12,13
d) Dirige e escraviza os ímpios - 1Jo 5.19
e) Poder limitado pela vontade de Deus - Jó 1. 10-12
5) CAMPO DE AÇÃO DE SATANÁS
a) Ainda tem acesso aos céus - Jó 1.6 e Ap 12.7-10
b) A terra é o seu principal campo - Jó 1.7; 1Pe 5.8
6) A ESTRATÉGIA DA OBRA DE SATANÁS
a) Autor do pecado e incita o homem a pecar - Gn 3.1-6
b) Causa dor e sofrimento - At 10.38
c) Tem o poder da morte - Hb 2.14
d) Arma cilada para o homem - 1Tm 3.7
e) Coloca maus propósitos no coração - Jo 13.2; At 5.3
f) Pode entrar em um homem e controlá-lo - Jo 13.27
g) Procura apagar a Palavra dos corações - Mc 4.15
h) Coloca falsos (joio) entre os servos de Deus - Mt 13.39
i) Tenta atormentar os servos de Deus - Lc 22.31; 2Co 12.7
j) Impede a realização de planos - 1Ts 2.18
k) Lança os servos de Deus em prisões - Ap 2.10
l) Acusa os servos diante de Cristo - Ap 2.10
7) DESTINO DE SATANÁS
a) Está sob sentença de condenação Is 14.15
b) Está sob uma maldição - Gn 3.14,15
c) Será expulso durante a tribulação - Ap 12.7-9
d) Será amarrado no abismo - Ap 20.1-3
e) Ficará eternamente no lago de fogo - Ap 20.10
8) A VITÓRIA DO SERVO DE DEUS
a) Triunfo de Jesus é a garantia de nossa vitória- Mt 4.1-11; Rm 5.12
I) Cristo o derrotou e deu-nos vitória - 1Jo 3.8; Cl 2.15; Hb 2.14,15
II) Na exaltação do Senhor, o servo recebeu a imputação de sua vitória. Ef 1.19-23; 2.4-6 e 1Pe 3.22
b) Através da salvação, o cristão fica livre do poder do diabo At 26.18; Lc 10.17-20; 2Co 4.44; Ef 2.1-3 e Cl 1.13
c)Sendo santo, o servo mantém a liberdade:
I) Deve submeter-se a Deus e resistir ao diabo - Tg 4.7;1Pe 5.8
II) Não deve abrir brechas, pecando - Ef 4.27
III) Deve revestir-se com a armadura de Deus - Ef 6.10-18
IV) Temos a advertências especiais contra a tática de satanás:
a) Não julgue o próximo - 2Co 2.1-11
b) Não ser hipócrita - At 5.1-11
c) Não ser desobediente ao Senhor - Ef 4.17-32
d) Tenha um bom testemunho - 1Tm 3.7
e) Não ser orgulhoso - 1Tm 3.6
f) Evitar confusão - 2Tm 2.23-26
É extremamente importante que o servo tenha certeza plena de sua posição de vitória através do Senhor Jesus Cristo, no combate às forças das trevas.
É indispensável uma vida santa e irrepreensível, sem brechas para ser um vencedor no Senhor Jesus.
Elias R. de Oliveira
SATANÁS - II
Apresentamos uma série de três estudos sobre a pessoa de Satanás, analisando diversos ângulos de sua existência e o seu objetivo principal em relação ao homem
Muitos cristãos ainda duvidam da existência e do poder de satanás e estão sofrendo as conseqüências da incredulidade. Uma vida oprimida e triste, longe dos cuidados do Senhor.
Vejamos as diversas afirmações bíblicas sobre sua existência:
A) Pecou contra Deus - 2Pe 2.4; 1Jo 3.8
B) Expulso do Céu - Lc 10.18
C) Precipitado no Inferno - 2Pe 2.4; Jd 6
D) Autor da queda - Gn 3.1,6,14,24
F) Tentou a Cristo - Mt 4.3-10
G) Perverte as Escrituras - Mt 4.6 e Sl 91.11,12
H) Opõe-se à Obra de Deus - Zc 3.1; 1Ts 2.18
I) Põe obstáculos ao Evangelho - Mt 13.19; 2Co 4.4
J) Opera sinais mentirosos - 2Ts 2.9; Ap 16.14
K) Assume a forma de Anjo - 2Co 11.14
Os homens ímpios:
A) Seus filhos - Mt 13.38; At 13.10; 1Jo 3.10
B) Seguem-no - 1Tm 5.15
C) Cumprem suas concupiscência - Jo 8.44
D) São possuídos - Lc 22.3; At 5.3; Ef 2.2
E) São cegados - 2Co 4.4
F) São enganados - 1Rs 22.21,22; Ap 20.7,8
G) Caem em suas armadilhas - 1Tm 3.7; 2Tm 2.26
H) São Perturbados - 1Sm 16.14
I) Serão castigados juntamente com ele - Mt 25.41
Os Servos do Senhor são:
A) Afligidos, segundo a permissão do Senhor - Jó 1.12; 2.4-7
B) Tentados - 1Cr 21.1; 1Ts 3.5
C) Peneirados - Lc 22.31
D) Devem resisti-lo - Tg 4.7; 1Pe 5.9
E) Devem armar-se contra - Ef 6.11-16
F) Devem estar vigilantes contra - 2Co 2.11
G) Vencedores sobre ele - 1Jo 2.13; Ap 12.10,11
H) Triunfarão sobre ele - Rm 16.20
O seu caráter :
A) Presunçoso - Jó 1.6; Mt 4.5,6
B) Orgulhoso - 1Tm 3.6
C) Poderoso - Ef 2.2; 6.12
D) Perverso - 1Jo 2.13
E) Maligno - Jó 1.9; 2.4
F) Sutil - Gn 3.1; 2Co 11.3
G) Enganador - 2Co 11.14; Ef 6.11
H) Feroz e cruel - Lc 8.29; 9.39,42; 1Pe 5.8
I) Covarde - Tg 4.7
J) A Apostasia tem origem nele - 2Ts 2.9; 1Tm 4.1
K) Será condenado no julgamento final - Jd 6; Ap 20.10
L) O fogo eterno foi preparado para ele - Mt 25.41
M) Derrotado por Cristo - Lc 4.13; Jo 12.30,31; 14.30; 1Jo 3.8
Esteja atento a este inimigo terrível.
Elias R. de Oliveira
satanás III
Apresentamos uma série de três estudos sobre a pessoa de Satanás, analisando diversos ângulos de sua existência e o seu objetivo principal em relação ao homem.
Sua existência é um fato. No AT ela é mencionada em sete livros e por todos os livros do NT. Jesus reconheceu a sua existência. ("O inimigo que o semeou é o diabo; a ceifa é a consumação do século, e os ceifeiros são os anjos." Mt 13.39; "Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago." Lc 10.18; "Se também Satanás estiver dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Isto, porque dizeis que eu expulso os demônios por Belzebu." Lc 11.18)
É um ser que possui personalidade, veja algumas:
1) Inteligência, Astúcia - 2Co 11.3 "Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo."
2) Vontade - 2Tm 2.26 "mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade."
3) Moralmente responsável - Mt 25.41 "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos."
4) Pronomes pessoais são usados para descrevê-lo - Jó 1.7,8 "O SENHOR perguntou: —De onde você vem vindo? Satanás respondeu: —Estive dando uma volta pela terra, passeando por aqui e por ali. Aí o SENHOR disse: —Você notou o meu servo Jó? No mundo inteiro não há ninguém tão bom e honesto como ele. Ele me teme e procura não fazer nada que seja errado."
As suas designações:
A) Nomes:
1) satanás (adversário) - Mt 4:10 "Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto."
2) diabo (difamador) - Mt 4:1 "A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo."
3) lúcifer (Filho da Alva) - "A aplicação deste nome a satanás tem-se feito desde o terceiro século, especialmente entre os poetas, por causa de uma interpretação errônea de que a passagem de Lc 10.18 é uma explicação de Is 14.12"
4) belzebu - Mt 12.24 - "Mas os fariseus, ouvindo isto, murmuravam: Este não expele demônios senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios."
5) belial (rc) - 2Co 6.15 "E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?"
6) maligno (ra) - 2Co 6.15 "Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?"
B) Títulos:
1) maligno - 1Jo 5.19 "Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno."
2) tentador - 1Ts 3.5 " Foi por isso que, já não me sendo possível continuar esperando, mandei indagar o estado da vossa fé, temendo que o Tentador vos provasse, e se tornasse inútil o nosso labor."
3) príncipe deste mundo - Jo 12.31 "Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso."
4) deus deste século - 2Co 4.4 "...nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus."
5) príncipe da potestade do ar - Ef 2.2 "...nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência."
6) acusador de nossos irmãos - Ap 12.10 "Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus."
C) Representação:
1) serpente - Ap 12.9 "E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos."
2) dragão - Ap 12.3 "Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas."
3) anjo de luz - 2Co 11.14 "E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz."
A sua natureza:
a) Caráter:
1) é uma criatura - Hb 11:3 "Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem." (UNIVERSO - O conjunto de todas as coisas que Deus criou; tudo o que existe no céu e na terra."
2) um ser espiritual - Ef 6.11,12 "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes."
3) pertence à ordem dos querubins - Ez 28.14 "Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas."
4) era o mais importante entre os anjos - Ez 28.12 "Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura."
B) Sua personalidade:
1) homicida - Jo 8.44 "Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira."
2) mentiroso - Jo 8.44 "Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira."
3) pecador contumaz - 1Jo 3.8 "Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo."
4) acusador - Ap 12.10 "Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus."
5) adversário - 1Pe 5.8 "Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar."
C) Suas limitações:
1) uma criatura, não é onisciente. Hb 11:3 "Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem."
2) sua ação pode ser resistida - Tg 4.7 "Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós."
3) Deus impõe limite a ele - Jó 1.12 "Disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR."
Seu estado original e a queda:
a) Seus privilégios - Ez 28.11-15 "Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti."
b) Seu pecado - Is 14.12-20 "Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo. Os que te virem te contemplarão, hão de fitar-te e dizer-te: É este o homem que fazia estremecer a terra e tremer os reinos? Que punha o mundo como um deserto e assolava as suas cidades? Que a seus cativos não deixava ir para casa? Todos os reis das nações, sim, todos eles, jazem com honra, cada um, no seu túmulo. Mas tu és lançado fora da tua sepultura, como um renovo bastardo, coberto de mortos traspassados à espada, cujo cadáver desce à cova e é pisado de pedras. Com eles não te reunirás na sepultura, porque destruíste a tua terra e mataste o teu povo; a descendência dos malignos jamais será nomeada."
1) A pessoa - Is 14.12, 15-20
a) seu nome - v.12 "Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!"
b) seu poder - vv.15-20 "Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo. Os que te virem te contemplarão, hão de fitar-te e dizer-te: É este o homem que fazia estremecer a terra e tremer os reinos? Que punha o mundo como um deserto e assolava as suas cidades? Que a seus cativos não deixava ir para casa? Todos os reis das nações, sim, todos eles, jazem com honra, cada um, no seu túmulo. Mas tu és lançado fora da tua sepultura, como um renovo bastardo, coberto de mortos traspassados à espada, cujo cadáver desce à cova e é pisado de pedras. Com eles não te reunirás na sepultura, porque destruíste a tua terra e mataste o teu povo; a descendência dos malignos jamais será nomeada."
2) O pecado - Is 14.13,14 "Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo."
a) eu subirei ao céu
b) acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono
c) no monte da congregação me assentarei
d) serei semelhante ao Altíssimo
e) em 1Tm 3.6 o seu pecado é chamado de orgulho - "...ele ficará cheio de orgulho e será condenado como o Diabo foi."
f) A sua punição - Ez 28.16-19 "Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem. Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu, e te reduzi a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que te contemplam. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; vens a ser objeto de espanto e jamais subsistirás."
Os juízos contra satanás:
a) Expulso de sua posição original no céu - Ez 28.16 "Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras."
b) Julgamento pronunciado no Éden - Gn 3.14,15 "Então, o SENHOR Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar."
c) Julgado na cruz - Jo 12.31 "Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso."
d) Nos tempos finais, preso no abismo - Ap 20.2,3 "Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo."
e) Nos tempos finais, lançado no lago de fogo - Ap 20.10 "O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos."
A sua atuação:
Em relação à Obra redentora de Cristo:
1) predição de conflito - Gn 3.15 "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar."
2) na tentação - Mt 4.1-11 "A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram."
3) usou várias pessoas para atrapalhar - Mt 2.16 "Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos"; Mt 16.23 "Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens."; Jo 8.44 "Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira."
4) possuiu Judas para a traição - Jo 13.27 "E, após o bocado, imediatamente, entrou nele Satanás. Então, disse Jesus: O que pretendes fazer, faze-o depressa."
Em relação às nações (igrejas):
1) engana - Ap 20.3 "...lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações ..."
2) reunirá para a batalha - Ap 16.13-14 "Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso."
Em relação aos homens:
1) cega o entendimento - 2Co 4.3,4 "Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus."
2) apaga a palavra dos corações - Lc 8.12 " A que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo, sejam salvos."
3) usa como instrumento - Ap 2.13 "Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás, e que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha testemunha, meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita."
4) tenta a mentir - At 5.3 "Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo?"
5) acusa e difama o servo - Ap 12.10 "Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus."
6) dificulta o trabalho - 1Ts 2.18 "Por isso, quisemos ir até vós (pelo menos eu, Paulo, não somente uma vez, mas duas); contudo, Satanás nos barrou o caminho."
7) usa demônio para tentar derrotar o servo - Ef 6.11,12 "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes."
8) tenta à imoralidade - 1Co 7.5 "Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência."
9) semeia o joio entre os Servos - Mt 13.38,39 "o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que o semeou é o diabo; a ceifa é a consumação do século, e os ceifeiros são os anjos."
10) levanta perseguições contra os Servos - Ap 12.10 "Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus."
Elias R. de Oliveira
fonte: Bíblia Sagrada
sexta-feira, 11 de abril de 2008
A Bíblia e seu contexto
Você já parou para pensar que tipo de livro é a Bíblia?
Quando a Rainha Elizabeth recebeu uma cópia da Bíblia, na cerimônia de sua coroação, ela ouviu as seguintes palavras: “Nós lhe apresentamos este Livro, a coisa mais preciosa que existe neste mundo. Aqui reside a sabedoria; esta é a lei real; estes são os oráculos vivos de Deus!”. Será que estas palavras retratam bem o tipo de livro que a Bíblia é, ou trata-se de um exagero? Será que um livro com mais de 2000 anos de idade tem qualquer serventia para nós, que vivemos no mundo moderno?
Na verdade, a Bíblia tem se revelado como fonte de Verdade durante toda a história humana. Podemos com certeza afirmar como o salmista e dizer que a Palavra de Deus tem sido o nosso “prazer e conselheiro” (Sl 119.24). A Bíblia possui grande importância para o homem moderno por causa do assunto que ela apresenta: o relato do relacionamento de um Deus Santo, Generoso e Todo-Poderoso com sua criação.
Para o cristão, a Bíblia representa a Palavra revelada de Deus. O Criador de todo o universo quis se revelar ao ser humano e, por isso, usou diferentes pessoas de diferentes épocas e culturas para expressar a Sua vontade. Este processo é chamado de REVELAÇÃO. Há dois tipos de revelação: a revelação geral e a revelação especial. Vejamos cada uma delas com maiores detalhes:
1. REVELAÇÃO GERAL
A Revelação Geral compreende, principalmente, o que se pode saber acerca de Deus por meio da natureza. Em diversas ocasiões, os salmistas estão sempre afirmando que as maravilhas da criação apontam para a glória de Deus. Por exemplo, o Sl 8.1 diz que Deus expôs nos céus a Sua majestade; o Sl 19 inicia afirmando: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”. O apóstolo Paulo deixa isso mais claro
2. REVELAÇÃO ESPECIAL
A Revelação Especial se relaciona com a Palavra de Deus registrada pelos homens, a Bíblia, e, especialmente, com a Pessoa de Jesus Cristo. O autor do livro de Hebreus afirma o seguinte a esse respeito: “Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele [Jesus] é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser (...)”.
Por essa razão, o cristão crê que Jesus foi a revelação máxima da divindade, e que, quando lê a Bíblia, Deus se revela a ele através da Sua Palavra, manifestando assim o seu eterno desejo de relacionar-se com o homem. Como disse Lutero: “nossa teologia vem da Cruz, a revelação máxima de Deus na história humana”. Sem a revelação de Deus, não podemos compreender a Palavra em sua inteireza.
Após essa breve introdução, iremos agora nos aprofundar no estudo da Bíblia, a revelação da vontade de Deus para a sua criação. Queremos reiterar nosso desejo de que você seja ricamente abençoado ao se aproximar, talvez pela primeira vez, da Palavra de Deus, que é sempre viva e eficaz!
A Bíblia: Aspectos Introdutórios
Vamos começar com uma pergunta: só encontramos palavras de Deus na Bíblia? Ou seja, existem outros escritos ou outras formas de manifestação com as quais possamos identificar a comunicação do Criador com a obra-prima da sua criação?
Como já vimos, por meio da revelação geral é possível ao ser humano atentar para a existência de Deus. Em Romanos 1:20, o apóstolo Paulo diz: “Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas...”. Como vimos antes, a obra do Criador é tão vasta e impossível de se delimitar, a ponto de não nos permitir negar a Sua autoria. Uma única questão demonstra o quão limitados somos em compreender o universo que o homem foi capaz de conhecer até hoje: “Onde termina o universo?” O homem não consegue entender o infinito e a eternidade, porque tudo que conhece está limitado ao espaço e ao tempo. Mesmo assim, contudo, por meio da criação de Deus é possível ao ser humano perceber a existência de seu Criador.
E quanto a outros textos? Na própria Bíblia encontramos evidências da manifestação de Deus através de outros escritos fora dela:
“A Biblia protestante cita outros 23 livros e a católica cita mais
Como a Bíblia cita tais livros e inclui porções destes em seu texto, como o Livro dos Justos citado acima, podemos levantar uma importante consideração: Será que o Deus eterno, que não está limitado ao tempo, somente falou aos antigos, durante um período de
Essa é uma questão que você deve encontrar resposta.
Uma volta no tempo.
Podemos somente especular que o período provável do nascimento de Abraão (Gn 11.26) tenha se dado por volta do ano 2000 (segundo o Dicionário Ilustrado da Bíblia) ou
Aqui surge duas questões importantes para nos situarmos no tempo e no espaço da narrativa bíblica:
a) Como Moisés pôde escrever sobre fatos acontecidos há cerca de 850 anos antes do seu nascimento, considerando a sua morte aos 120 anos, conforme Deuteronômio 34.7?
b) Como ainda não havia escrita nos primórdios da criação, como foram transmitidas essas informações até chegar a Moisés?
Segundo a Ciência, a terra tem de
A escrita ainda não existia na época em que os fatos narrados aconteceram - provavelmente até Gênesis 3. As narrativas da criação do homem, as histórias sobre antepassados, os grandes feitos dos heróis e fatos interessantes na vida das pessoas, eram passados de geração em geração, contados entre famílias e na roda de bate-papo. Assim também foram transmitidos a fé na divindade e seus atos através dos povos e nações. Dessa forma, se preservaram os fatos narrados na Bíblia até o surgimento da escrita. A formação de um povo do interesse de Deus, desenvolvido em torno dos ensinamentos e direção do próprio Deus, foi fator primordial para a preservação das tradições que o povo judeu conservava cuidadosamente em seus cantos, poemas, salmos e narrativas que compõe o que chamamos de “tradição oral”.
Quando o homem começou a registrar os fatos a fim de preservá-los, “a escrita era feita através de desenhos: uma imagem estilizada de um objeto significava o próprio objeto. O resultado era uma escrita complexa (havia pelo menos 2000 sinais) e seu uso era bastante complicado. Assim, os sinais tornaram-se gradativamente mais abstratos, tornando o processo de escrever mais objetivo. Finalmente, o sistema pictográfico evoluiu para uma forma escrita totalmente abstrata, composta de uma série de marcas na forma de cunhas e com um número muito menor de caracteres. Esta forma de escrita ficou conhecida como cuneiforme (do grego, em forma de cunha) e era escrita em tabletes de argila molhada”. Este tipo de escrita foi criada há cerca de 6 mil anos na Mesopotâmia (atual Iraque).
A Arqueologia (ciência que estuda as antigas civilizações através de seus objetos e construções), nos informa que já existiam alguns escritos bíblicos provavelmente até 2 mil anos antes de Cristo. Os textos primitivos eram somente fragmentos. Serviam como um auxílio para a memória, e não eram propriamente livros completos. Mas a arte da escrita já era praticada no mundo antigo em torno do ano
Na antiguidade os livros eram coleções de placas de metal, de madeira, de argila cozida, pedra, linho, de cascas de árvore ou de folhas. Com o tempo, passaram a ser feitos com o papiro (espécie de papel rudimentar, elaborado a partir da haste da planta papiro) ou o pergaminho (feito com pele de animais, principalmente carneiros e cabras) cujas “folhas” eram emendadas, formando tiras de até
- Mas, se não mais existem os originais do texto bíblico, como posso ter certeza de que o que eu leio hoje
A arqueologia vem nos auxiliando a compreender melhor a vida cotidiana dos povos que aparecem no contexto bíblico. “Graças a ela, agora sabemos que na época de Abraão (cerca de 2000 anos a.C.) existiam muitas cidades prósperas no Oriente... As escavações realizadas em Ur, no início do século passado (1922-1934), por Sir Charles Leonard Woolley revelaram que Abraão estava cercado pela idolatria quando Deus o chamou para dar início a um novo povo. (...) O trabalho arqueológico moderno está cada vez mais voltado para o texto bíblico. Intensos estudos em mais de 3000 textos gregos do Novo Testamento (escritos posteriores ao nascimento de Jesus, abrangendo um período de cerca de 100 anos), que datam do 2° século d.C em diante, demonstram que o texto que lemos hoje em nossas bíblias foi incrivelmente preservado desde aquela época. Nem ao menos uma de suas doutrinas foi alterada”.
Isto comprova que os textos bíblicos foram preservados com muito cuidado pelos escribas, que atuavam como copistas, revisores e mestres da Lei. Os mais respeitados iniciavam seus estudos aos 14 anos e ao concluírem seus estudos aos 40 anos, eram ordenados. Um dos grandes expoentes entre os escribas foi Esdras (cfr. Esdras 7.6). Como os originais foram escritos em materiais perecíveis, logo começaram a produzir cópias à mão dos originais, surgindo em Israel a profissão de copista das Escrituras.
“Os massarotes (senhores da tradição) eram copistas dedicados, que viveram entre os séculos IV a X antes de Cristo. Os seus textos copiados passaram a ter a designação de textos massoréticos. Quer estes, quer os escribas, que se lhes seguiram, eram profissionais muito dedicados. Na verdade, eles reverenciavam profundamente as palavras que copiavam, sendo extremamente meticulosos. Bem sabiam que não podiam acrescentar ou retirar qualquer pontuação ou letra ao texto sagrado, porque isso seria a negação da sua própria vida dedicada”.
Existem hoje, ainda preservados, cerca de 6000 (seis mil) manuscritos (cópias) das Escrituras Hebraicas, na íntegra ou em partes e 5000 (cinco mil) das Escrituras Cristãs, em grego.
Uma das descobertas mais recentes de manuscritos antigos foi iniciada em 1947. “Mohamed Adh-Dhib, um pastor de cabras, entra em uma gruta ao noroeste do Mar Morto, próximo às ruínas de Qumran e encontra grandes jarras de barro com um tesouro – cópias de vários livros do Antigo Testamento e outros escritos. (...) As buscas continuaram em 1952 e em 1956. Através de várias expedições arqueológicas conseguiram reunir mais de 800 manuscritos do Antigo Testamento (AT) e cerca de 600 outros manuscritos de literatura religiosa da época. (...) Segundo os estudos paleográficos e a análise posterior com carbono 14 estabeleceram que todos os manuscritos foram copiados entre o século III a.C. e o século I d.C”.
“Num estudo, religiosos de todo o mundo, compararam o 53º [qüinquagésimo terceiro] capítulo do rolo achado no mar Morto com o do texto massorético [copiado 1000 [mil] anos antes]; eis os resultados: Dentre as 166 [cento e sessenta e seis] palavras deste capítulo, há apenas 17 [dezessete] palavras
As línguas da Bíblia
O Antigo Testamento, num total de 39 livros (Bíblia protestante), foi escrito em hebraico, com exceção de algumas passagens em Esdras, Jeremias e Daniel que foram escritas
A Bíblia da Igreja Católica contém 73 livros - 7 livros a mais que a Bíblia não católica. São estes: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico (ou Sirácida) e Baruc. Possui, ainda, adições nos livros de Ester e Daniel. A esses livros dá-se o nome de Deuterocanônicos, considerados apócrifos (não inspirados) por evangélicos e judeus, todos escritos
As divisões da Bíblia
Principais partes = Antigo Testamento (AT) e Novo Testamento (NT). O volume do AT é 3 vezes maior que o do NT.
Livros = 66 livros; 39 no AT e 27 no NT. Na Bíblia Católica são 73 livros; 46 no AT e 27 no NT.
Capítulos = 1189, sendo 929 no AT e 260 no NT. Na Bíblia Católica são 1328 capítulos.
Versículos = 31173, sendo 23214 no AT e 7959 no NT. Na Bíblia Católica são 40030 versículos.
Fazem parte do AT os livros considerados inspirados, desde os dias de Moisés até o tempo de Jesus e fazem parte do NT os livros escritos após a ressurreição de Jesus, considerados inspirados ou canonizados.
Os judeus só utilizam o que chamamos de AT, cujos livros dividem a sua Bíblia em três partes, que designam pela sigla TANAK: o TORÁ (A Lei), NEBIIM (Os Profetas) e KETUBIM (Os Escritos).
Quem escreveu os originais
Toda a Bíblia foi escrita por cerca de 40 pessoas, envolvidos nas mais diferentes atividades. Entre estes escritores, podem ser citados: Moisés, um líder político com ótima educação; Pedro, um pescador; Amós, um boiadeiro; Neemias, um copeiro; Salomão, um rei; Daniel, um primeiro-ministro; Lucas, um médico; Paulo um rabino, dentre outros.
O AT foi escrito ao longo de “1000 ou mais anos”, e o NT por um período de cerca de mais ou menos 60 anos, segundo o já citado Dicionário Ilustrado da Bíblia (pág 207). Os escritores eram de origens, classes sociais e culturas diferentes (de humildes agricultores, pescadores até renomados reis) e em muitos casos, não tinham conhecimento do conteúdo dos demais livros e seus autores. “Devido a essas circunstâncias, em muitos casos, os autores nada sabiam sobre o que já havia sido escrito. Muitas vezes um escritor iniciava um assunto e, século depois um outro completava-o Tudo isto somando num livro puramente humano daria uma babel indecifrável! Imagine o que seria fisicamente a Bíblia, se não fosse a mão de Deus!”.
Por isso, podemos afirmar que a Bíblia é única. Além de seu estilo peculiar de escrita, a Bíblia sobreviveu durante incontáveis anos, sofrendo críticas e perseguições as mais variadas. Referindo-se à capacidade da Bíblia de sobreviver durante os séculos, Bernard Ramm afirmou: “por mais de mil vezes badalaram os sinos, anunciando a morte da Bíblia, formou-se o cortejo fúnebre, talhou-se a inscrição na lápide e fez-se a leitura da elegia fúnebre. Mas por alguma maneira o cadáver nunca permaneceu sepultado”.
Assim, embora escrita por diferentes pessoas no decorrer da história, Deus é o autor da Sua palavra. A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana!
Classificação divisão dos livros
Os livros da Bíblia são classificados por categorias, sem preservação da sua ordem cronológica.
Antigo Testamento – divide-se em cinco categorias de livros:
Pentateuco ou Lei, História, Poéticos e Sapienciais, Profecias (Profetas Maiores e Profetas Menores)
Novo Testamento – divide-se em quatro categorias de livros:
Evangelhos ou Biografia, Histórico, Cartas ou Epístolas (Paulinas e Gerais) e Revelação.
Em 1250 dC, o cardeal Caro (Hugo Saint Cher - abade dominicano) dividiu a Bíblia em capítulos; mais tarde, houve a divisão dos capítulos em versículos em duas etapas. Em 1445 d.C., Rabi Mardoqueu Nathan dividiu o Antigo Testamento; em 1551 d.C., Robert Stevens dividiu o Novo Testamento.
A Bíblia do século 21
A Nova Versão Internacional (NVI) da Bíblia está sendo apresentada como a mais recente tradução das Escrituras Sagradas em língua portuguesa a partir das línguas originais. Essa versão vem com medidas e pesos traduzidos do texto sagrado, levando em conta as diferenças culturais entre nós e o mundo bíblico. Por exemplo, o sistema métrico decimal foi utilizado para se expressar distâncias.
“Quanto ao texto original, a NVI baseou-se no trabalho erudito mais respeitado em todo o mundo na área da crítica textual, tanto no caso dos manuscritos hebraico e aramaico do Antigo Testamento como no caso dos manuscritos gregos do Novo Testamento.
À erudição representada pela Comissão da NVI, além da diversidade teológica e regional (de várias partes do Brasil), aliou-se o que há de mais elevado em pesquisas teológicas e lingüísticas disponíveis atualmente em hebraico, alemão, inglês, holandês, espanhol, italiano, francês e português. Dezenas de comentários, dicionários, obras de consulta e modernos softwares foram consultados durante o projeto. A diversidade do grupo de tradutores muito contribuiu para a qualidade da nova tradução. Formou-se uma comissão composta de tradutores brasileiros e estrangeiros (teólogos de vários países: EUA, Inglaterra, Holanda), três de seus membros residindo fora do Brasil (EUA, Israel e Portugal). Convém também ressaltar que dezenas de outras pessoas participaram no auxílio direto ou indireto ao projeto, nas mais diversas tarefas”.
Duas últimas curiosidades: a Bíblia foi o primeiro livro religioso a ser levado para o espaço (em forma de microfilme), e o mais longo telegrama do mundo foi o Novo Testamento, enviado de Nova Iorque a Chicago.
Diante de tudo o que já foi dito, fica uma primeira impressão: a Bíblia é o livro mais importante para a humanidade. Isto não é pretensão. Na verdade, pretensão seria, diante de tantas evidências do valor da Palavra de Deus, voltar-lhe as costas e não desejar aprender dela, ouvindo com atenção o que a Bíblia tem a nos dizer.
Por isso, nas próximas aulas iremos nos aprofundar no texto bíblico, tocando em dois assuntos principais: qual foi o critério para a escolha dos livros que compõe a Bíblia e qual o assunto de cada um dos livros do AT e do NT.
Que o Senhor de abençoe e te guarde!
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A Bíblia está dividida em 2 grandes partes, como já vimos na lição anterior: AT e NT. O livros do AT foram escritos em hebraico, exceto algumas poucas passagens que foram escritas em aramaico, ao longo de aproximadamente 1000 anos e os do NT foram escritos em grego, por um período de +/- 60 anos.
Os escritos utilizados por Jesus como Escrituras foram os livros do AT (Antigo Testamento) hebraico. Segundo o relato bíblico, Ele não deixou nenhuma orientação para que os discípulos escrevessem algo para ser utilizado como escrituras sagradas, além do AT.
Após a ressurreição do Senhor e a morte dos apóstolos, os cristão primitivos continuavam a utilizar o AT, mas fazendo uma leitura baseada
Vários outros escritos também circulavam, sem contudo receberem o crédito dos judeus e cristãos primitivos porque não os consideravam inspirados. Eles foram escritos de
“Os textos que fazem parte da bíblia de hoje, já estavam prontos no ano 100, mas não existia uma bíblia única cristã. Se alguém procurasse uma bíblia para comprar na Europa ou qualquer outro lugar do mundo, nos séculos I e II não acharia nenhuma à venda”.
Uma proposta de cânon do NT apareceu no século IV e supostamente datava do século II. Não listava como canônicos os livros Apocalipse, II Pedro, II e III João e Judas. O Cânon Muratori não cita a Epístola aos Hebreus como livro canônico. Por outro lado este mesmo Cânon cita como canônico, o livro O Pastor de Hermas e o livro "Sabedoria".
Na Europa católica, o Concílio de Florença em 1442 manteve esta mesma bíblia, com 76 livros. O Concílio de Trento, no século seguinte, reduziu a 73 livros, retirando do cânon livros que condenassem explicitamente orações para os mortos. Ao mesmo tempo o mesmo Concílio manteve II Macabeus que apoia rezas pelos mortos, decisão ainda mantida até hoje pela Igreja Católica. No Concílio de Jerusalém em
No século XVIII, as várias denominações protestantes concordaram que a bíblia deveria ter 66 livros. Todas estas decisões quanto ao cânon bíblico foram tomadas por pessoas,
Quanto ao Antigo Testamento, as denominações protestantes decidiram adotar o mesmo cânon estabelecido pelo Sínodo judaico de Jamnia em 100 D.C. Este Sínodo judaico não teve a presença de nenhum cristão das várias correntes de cristianismo, que já existiam no ano 100 D.C. Foram rejeitados como apócrifos os livros escritos após
Cânon, Canonização, livros Canônicos. Afinal, o que é isso?
Por que os livros da Bíblia são considerados canônicos, isto é, sagrados e inspirados por Deus? Por que temos, na Bíblia, um apocalipse de João, mas um outro apocalipse (supostamente escrito por Pedro) foi deixado de fora no cânon? Será que existe algum critério para julgar estes livros, através do qual eles foram classificados em canônicos ou “apócrifos”?
Antes de continuar, vejamos alguns conceitos:
§ CÂNON significa junco (vara usada para medir) = medida, regra.
§ No caso cristão, cânon significa “regra de fé”, ou seja, um catálogo de livros considerados sagrados.
§ Os livros que não foram considerados canônicos são chamados apócrifos ou dêutero-canônicos, isto é, de “outro cânon”. Não pertencem a nenhum cânon cristão atual, seja protestante ou católico.
§ Também existem os pseudo-epígrafos (título falso) - livros com o nome de um autor que, na verdade, não os escreveu.
§ Alguns exemplos:
a) Oração de Manassés b) Carta de Jeremias c) Ascensão de Moisés d) Livro de Enoque
e) Apocalipse de Isaías f) Apocalipse de Pedro g) II Carta aos Romanos h) Evangelho de Adão e Eva (Tábuas de Eva)
i) Evangelho da Infância de Jesus j) Pastor de Hermas l) Epístola de Clemente m) As Sete Epístolas de Inácio ... e muitos outros.
Todos estes livros estiveram presentes na vida da igreja cristã dos primeiros séculos. Entretanto, eles não alcançaram o “status” de canônicos. Por quê?
Antes de responder, é preciso ressaltar um fato: estes livros, apesar de não possuírem importância teológica (pelo menos, no mesmo nível que os livros canônicos), são muito válidos para se conhecer a cultura, história e valores dos povos da antiguidade. Por exemplo, I e II Macabeus (livros apócrifos) são extremamente importantes para se conhecer a história do povo judeu. Escrito no século I AC, os livros descrevem as façanhas dos três irmãos macabeus – Judas, Jonatã e Simão – em suas lutas e revoltas em favor do povo judeu. Historicamente, portanto, alguns destes livros valem a pena serem estudados.
Também é importante fazer uma pergunta, antes de continuar: por que houve essa necessidade de se definir o cânon da Igreja? Existem pelo menos três razões para isso:
- Surgimento de “cânons particulares” – Marcião (que viveu por volta do ano 140 AD) desenvolveu seu próprio cânon e começou a divulgá-lo. Por isso, a Igreja precisava decidir qual era o verdadeiro cânon das Escrituras.
- Livros com ensinamentos contrários à fé cristã – O uso de livros que continham outro fundamento que não a “doutrina dos apóstolos” estava causando grandes males entre as igrejas nascentes, distorcendo a fé em Cristo.
- Perseguição e martírio – No ano de 303 AD, o imperador Diocleciano decretou a destruição dos livros sagrados dos cristão. Com isso, surgiu a pergunta: quais livros eram realmente sagrados? Por quais livros valia a pena morrer?
Fatores determinantes na canonização dos livros da Bíblia
Existem alguns critérios que levaram a Igreja Primitiva a aceitar ou rejeitar determinado livro. De uma maneira muito geral, estes critérios podem ser assim resumidos:
- O livro deveria ser claramente inspirado por Deus e escrito por pessoas “comissionadas” por Deus para isso. No caso do Antigo Testamento, havia a prova do profeta: o autor teria que ser comprovado como profeta de Javé. Já no caso do Novo Testamento, o principal teste da inspiração foi a apostolicidade, isto é, o livro deveria ser relacionado diretamente aos apóstolos. O livro tinha que ser necessariamente escrito por um apóstolo, mas teria que receber a aprovação apostólica. Para a igreja primitiva, é claro que só existe uma única autoridade absoluta: a autoridade de Jesus Cristo.
- No caso dos livros do Antigo Testamento, o livro teria que ser escrito em hebraico (é por isso que a versão grega do AT, encomendada por Ptolomeu para a biblioteca de Alexandria, não era considerada sagrada pelos judeus).
- O livro deveria ser aceito pela comunidade cristã, e sua linguagem e estilo literário não poderia ser artificiais e destoar do restante das Escrituras. Também não poderia conter ensinamentos doutrinários opostos aos presentes no restante da Bíblia.
- Historicamente, estes livros foram rejeitados pelos concílios da igreja, nos primeiros 4 séc. da Era Cristã. Eles apresentam grandes diferenças em relação às doutrinas centrais da fé cristã, que estão claramente demonstradas nos livros canônicos.
Critério para a Escolha dos livros que compõe a Bíblia.
A palavra Testamento vem do latim testamentum, e no contexto bíblico quer dizer “Aliança”. Sendo assim, podemos perfeitamente substituir a palavra “testamento” pelo termo “aliança”, dividindo a Bíblia em duas partes: a Antiga e a Nova Aliança.
Como informamos na lição 1, a Bíblia Católica é composta por 73 livros; 46 no AT e 27 no NT, já a Bíblia protestante é composta por 66 livros (39 no AT e 27 no NT). Os 66 Livros não estão seqüenciados em ordem cronológica, mas sim de forma temática.
Os 7 livros a mais da Bíblia católica, são: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico (ou Sirácida) e Baruc. Possui, ainda, adições nos livros de Ester e Daniel. A esses livros dá-se o nome de Deuterocanônicos, considerados apócrifos (não inspirados) por evangélicos e judeus, todos escritos em grego.
A Igreja Católica Romana aprovou os livros apócrifos em 8 de abril de 1546. Nessa época, os protestantes opunham-se violentamente às doutrinas romanistas do purgatório, oração pelos mortos, salvação pelas obras, citadas em alguns desses livros.
Além desses, existem uma infinidade de outros livros que também foram considerados apócrifos tanto por evangélicos e judeus quanto por católicos. Aqui estão alguns deles, estando incluídos alguns pseudo-epígrafos e os Deuterocanônicos:
Antigo Testamento
Estes livros não faziam parte do cânone hebraico, mas eram aceitos pelos judeus de Alexandria que liam o grego. Alguns deles são citados no Talmude.
III Esdras - Relata fatos históricos desde o tempo de Josias até Esdras, sendo a maior parte da matéria tirada dos livros das Crônicas, de Esdras, e de Neemias. Foi escrito no século I aC.
IV Esdras - Série de visões e profecias, especialmente apocalípticas, que alegadamente Esdras teria anunciado.
Tobias - É uma história novelística sobre a bondade de Tobiel (pai de Tobias) e alguns milagres preparados pelo anjo Rafael. Apresenta a justificação pelas obras (4.7-11;12.8), a mediação dos santos (12.12), superstições (6.5, 7.9,19) e um anjo engana Tobias e o ensina a mentir (5.16-19).
Judite - História da libertação de judeus do poder do general persa Holofernes, realçando a coragem da heroína Judite, viúva e formosa que salva sua cidade enganando um general inimigo e decapitando-o. Grande heresia é a própria história onde os fins justificam os meios.
Ester - Capítulos adicionados ao livro canônico de Ester, do século II aC.
Sabedoria - Livro escrito com finalidade exclusiva de lutar contra a incredulidade e idolatria do epicurismo ( filosofia grega na era cristã). Apresenta o corpo como prisão da alma (9.15), a doutrina sobre a origem e o destino da alma (8.19 e 20) e a salvação pela sabedoria (9.19), todas contrárias à Bíblia.
Eclesiástico - Ou "Sabedoria de Jesus, filho de Siraque". Coleção de ditados prudentes e judiciosos, semelhante ao livro dos Provérbios. Apresenta, todavia, a justificação pelas obras (3.33,34), o trato cruel aos escravos (33.26 e 30; 42.1 e 5) e incentiva o ódio aos samaritanos (50.27, 28)
Baruque - Apresenta-se como sendo escrito por Baruque, o cronista do profeta Jeremias, numa exortação aos judeus quando da destruição de Jerusalém. Mas é de data muito posterior, quando da segunda destruição de Jerusalém, no pós-Cristo. Tem, entre outras doutrinas, a intercessão pelos mortos (3.4)
II Daniel - Aditamento ao livro de Daniel, com "cântico dos três jovens" (o cântico dos três jovens na fornalha), "história de Susana" (representando Daniel como justo juiz, em que segundo esta lenda, Daniel salva Suzana num julgamento fictício baseados em falsos testemunhos), "Bel e Dragão" (conta histórias sobre a necessidade da idolatria).
Manasses - Oração de Manassés, rei de Judá, no seu cativeiro da Babilónia.
I Macabeus - Descreve a história de três irmãos da família “Macabeus”, que no chamado período interbíblico (400aC.-3dC) lutam contra inimigos dos judeus visando a preservação do seu povo e da sua terra.
II Macabeus - Não é a continuação de I Macabeus, mas um relato paralelo, cheio de lendas e prodígios de Judas Macabeu. Apresenta a oração pelos mortos; culto e missa pelos mortos; intercessão pelos santos e o próprio autor não se julga inspirado.
III Macabeus - História fictícia de 217aC, enunciando as relações do rei egípcio Ptolomeu IV, com os judeus da Palestina e Alexandria.
IV Macabeus - Ensaio homilético, feito por um judeu de Alexandria, conhecedor da escola estóica sobre II Macabeus.
Livros dos Jubileus - Ou "Pequeno Génesis", tratando de particularidades do Génesis duma forma imaginária e legendária, escrito por um fariseu entre os anos de 135 e
Testamento dos 12 Patriarcas - Livro de modelo de ensino moral.
Livros apócrifos do Novo Testamento
Sob este nome são algumas vezes reunidos vários escritos cristãos de data primitiva, que pretendem dar novas informações acerca de Jesus Cristo e seus apóstolos, ou novas instruções sobre a natureza do Cristianismo em nome dos primeiros cristãos.
"Evangelhos"
Evangelho segundo os Hebreus;
Evangelho dos Egípcios;
Evangelho dos Ebionitas;
Evangelho de Pedro;
Protoevangelho de Tiago;
Evangelho de Tomé;
Evangelho de Filipe;
Evangelho de Bartomeu;
Evangelho de Nicodemos;
Evangelho de Gamaliel;
Evangelho da Verdade
Epístolas
I Clemente,
As Sete Epístolas de Inácio;
Aos Magnésios;
Aos Trálios,
Aos Filadélfios,
Aos Esmirnenses e a Policarpo;
A Epístola de Policarpo
A Epístola de Barnabé
Atos
Atos de Paulo;
Atos de Pedro;
Atos de João;
Atos de André;
Atos de Tomé.
Apocalipses
Apocalipse de Pedro;
Pastor de Hermas;
Apocalipse de Paulo;
Apocalipse de Tomé;
Apocalipse de Estêvão
Porque os protestantes não aceitam os livros que consideram apócrifos:
Várias são as razões apontadas por eles.
Tais livros nunca foram reconhecidos pelos judeus e esse fato é fundamental, considerando a doutrina de Romanos 3:2. Os Judeus perceberam que a inspiração profética terminara com Esdras. Esta é a conclusão a que chegamos através das palavras de Flávio Josefo: «Desde Artaxerxes até os nossos dias, escreveram-se vários livros; mas não os consideramos dignos de confiança idêntica aos livros que os precederam, porque se interrompeu a sucessão dos profetas. Esta é a prova do respeito que temos pelas nossas Escrituras. Ainda que um grande intervalo nos separe do tempo em que elas foram encerradas, ninguém se atreveu a juntar-lhes ou tirar-lhes uma única sílaba; desde o dia de seu nascimento, todos os judeus são compelidos, como por instinto, a considerar as Escrituras como o próprio ensinamento de Deus, e a ser-lhes fiéis, e, se tal for necessário, dar alegremente a sua vida por elas» (Discurso Contra Ápion, capítulo primeiro, oitavo parágrafo).
O maior problema em considerá-los dignos de confiança é porque, segundo judeus e protestantes, há muitos ensinos falsos, em contradição com os livros considerados canônicos.
Exemplos:
Justificação pelas obras
Em Eclesiástico 3:33 e Tobias 4:7-11 defende-se a justificação (salvação) pelas obras, o que é negado por Efésios 2:8,9.
Em Tobias 12:8,9 ensina-se que as ofertas caridosas podem expiar o pecado, mas lemos
Mediação dos santos
Em Tobias 12:12 narra-se a mediação dos santos, doutrina que é completamente repudiada na Bíblia. Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo Homem (I Timóteo 2:5). Ele disse: "Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim" (S.João 14:6).
Oração pelos mortos
Superstições e feitiçarias
Em Tobias 6:5-8 promove-se o ensino da arte mágica. Porém, coração de um peixe não possui poder mágico e sobrenatural para espantar "toda a espécie de demônios". Satanás não pode ser expulso por algum truque (cfr. Marcos 16:17 e Atos 16:18)
Pedido de desculpas
Ensino do Purgatório
A Religião Católica baseia a sua crença no purgatório, particularmente devido ao livro de Sabedoria 3:1-4. Porém, esse ensino aniquila completamente a expiação feita pelo Senhor Jesus. Se o pecado pudesse ser extinguido pelo fogo do purgatório, não tínhamos necessidade de Cristo, nem Ele tinha tido a necessidade de morrer na Cruz do Calvário (I João 1:7).
Relatos impossíveis.
Os apócrifos do Novo Testamento não constituem nenhum problema, porque são rejeitados por todas as igrejas cristãs, face à fragilidade desses escritos. Basta citar o exemplo do "Evangelho" de São Tomás: «Jesus atravessava uma aldeia e um menino que passava correndo, esbarra-lhe no ombro. Jesus irritado, disse: não continuarás tua carreira. Imediatamente, o menino caiu morto. Seus pais correram a falar a José; este repreende a Jesus que castiga os reclamantes com terrível cegueira». Este relato, que não se coaduna com a sublimidade dos ensinos de Cristo, é suficiente para provar que este evangelho é espúrio.
4.3. O Senhor Jesus citou, por diversas vezes, as Escrituras do Antigo Testamento, porém, nunca citou qualquer texto dos chamados livros apócrifos. Vejamos alguns exemplos das citações que Jesus fez no Velho Testamento. Cfr., as seguintes citações do Antigo Testamento, constantes em Lucas 24:27 e 44; Mateus 4:4; Mateus 4:7; Mateus 4:10; Mateus 19:4-5; Lucas 17:26-29; Mateus 12:40; Marcos 12:36 e João 5:46-47.

Como surgiu a designação de "Bíblia" ?
Em nenhum lado da Bíblia consta que a mesma assim se deva intitular. Porque a palavra "Bíblia" significa "livro" ou "livros", passou a ser utilizada para designar o conjunto dos livros que constituem as Sagradas Escrituras.
Além disso, a uma folha de papiro os gregos chamavam "biblos" e a um rolo pequeno de papiro chamavam "biblon", cujo plural é "bíblia".
Todavia, já na época do Senhor Jesus Cristo, a Bíblia distinguia-se dos demais livros, designando-se por Escrituras (Mateus 21:42), Santas Escrituras (Romanos 01:02), Livro do Senhor (Isaías 34:16) e Palavra de Deus (Marcos 07:13 e Hebreus 04:12).
Divisões entre os livros do AT e do NT
Antigo Testamento (39 livros no total) – divide-se em cinco categorias de livros:
1. Pentateuco ou Lei (também chamados de TORAH, Livro da Lei, ou Livro de Moisés)
São os cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis; Êxodo; Levítico; Números; e Deuteronômio.
2. Históricos
Existem registros históricos nos livros do Pentateuco, porém este grupo de livros recebeu esta designação específica pelo seu conteúdo da história de Israel. Os livros históricos são estes: Josué; Juízes; Rute; 1 e 2 Samuel; 1 e 2 Reis; 1 e 2 Crônicas; Esdras; Neemias; e Ester.
3. Poéticos e Sapienciais
Novamente, o gênero literário da poesia está presente em diversos outros livros do AT. Boa parte das profecias, por exemplo, foram escritas em forma poética. Entretanto, estes livros recebem esta designação especial em virtude de serem, em sua totalidade, compostos de poesia hebraica. Os livros poéticos são estes: Jó; Salmos; Provérbios; Eclesiastes; e Cântico dos Cânticos (também chamado Cantares de Salomão).
4. Profetas Maiores
O termo “maiores” não enfatiza apenas a importância destes livros no que diz respeito à sua mensagem, mas também indica o tamanho dos livros. Entretanto, não existe qualquer depreciação em relação aos “profetas menores”, pois a mensagem destes também é fundamentalmente importante. Os livros proféticos maiores são estes: Isaías; Jeremias; Lamentações de Jeremias; Ezequiel; e Daniel.
5. Profetas Menores
São 12 os Livros Proféticos Menores: Oséias; Joel; Amós; Obadias; Jonas; Miquéias; Naum; Habacuque; Sofonias; Ageu; Zacarias; e Malaquias.
Novo Testamento (27 livros no total) – divide-se em cinco categorias de livros:
1. Evangelhos ou Biografia
Os Evangelhos relatam a vida e o ministério de Jesus Cristo, tendo Ele como ponto central. É em torno de Jesus que os evangelhos foram elaborados, e é a partir Dele que ganham sentido. Os evangelhos são: Mateus; Marcos; Lucas; e João. Os três primeiros (Mateus, Marcos e Lucas) são chamados de evangelhos sinóticos.
2. Histórico
O livro histórico do Novo Testamento registra o avanço da Igreja cristã em seus primeiros anos. Trata-se do Livro de Atos dos Apóstolos, escrito pelo evangelista Lucas.
3. Cartas ou Epístolas Paulinas
O apóstolo Paulo escreveu a maior parte das cartas do Novo Testamento: das 21 cartas, ele escreveu 13, destinadas a igrejas e pessoas específicas. As Cartas Paulinas são estas: Romanos; 1 e 2 Coríntios; Gálatas; Efésios; Filipenses; Colossenses; 1 e 2 Tessalonicenses; 1 e 2 Timóteo; Tito; e Filemon.
4. Cartas ou Epístolas Gerais ou Universais
Estas cartas foram escritas por outros apóstolos e dirigidas a determinadas igrejas. As Cartas Gerais são estas: Hebreus; Tiago; 1 e 2 Pedro; 1, 2 e 3 João; e Judas.
5. Revelação (também chamado Apocalipse)
Apocalipse quer dizer “tirar o véu”, desvendar. É um livro com uma linguagem bem elaborada, repleta de símbolos e, por vezes, de difícil compreensão. Trata-se do Livro do Apocalipse, escrito por João.
Vejamos, agora, cada um dos livros bíblicos com maiores detalhes. Queremos encorajar você, leitor, a comprovar em sua própria Bíblia cada uma das passagens e afirmações que fizermos nesse estudo. Também é preciso destacar aqui que o que se segue é apenas um resumo sobre cada livro bíblico, e não um estudo exaustivo de seus temas. A intenção é dar-lhe um panorama geral sobre os assuntos existentes na Bíblia. Iniciemos, então, pelos cinco primeiros livros do AT:
Os Livros do Antigo Testamento (Breve síntese)
O Antigo Testamento cobre o período entre a Criação (registrada no livro de Gênesis) e a volta do povo de Judá à sua terra, após o decreto de Ciro, rei da Pérsia (aproximadamente 400 anos antes de Cristo). Contém diversos estilos literários distintos que vão desde narrativas históricas, até poesia e música. O tema central do AT é a Pessoa de Deus e sua relação com a história humana, e, mais especificamente, com a história de Israel.
Gênesis: O livro do Gênesis é o livro das origens (origem do Universo, da humanidade, do pecado). Divide-se em três grandes blocos: o primeiro relata a criação propriamente dita até o pecado do homem (Gn 1.1 – 2.25; o segundo bloco narra a história humana após o pecado no Éden até o chamamento de Abraão (Gn 3.1 – 11.32); já o terceiro bloco apresenta a história dos Patriarcas, de Abraão até Jacó, relatando também a chegada do povo hebreu no Egito, graças a José, filho de Jacó (Gn 12.1 – 50.26).
Dois temas importantes do Livro de Gênesis merecem ser destacados. Em primeiro lugar, o pecado do homem e suas conseqüências. Em Gn 3.14-19, estas conseqüências são registradas: a harmonia entre o Homem e seus semelhantes, entre o Homem e a criação, e entre o Homem e sua própria consciência foi afetada pelo pecado. O segundo tema importante é a promessa de redenção que Deus realiza em favor da humanidade. Esta promessa está presente em praticamente todo o livro de Gênesis (veja os textos Gn 3.15; Gn 12.1-3; Gn 22.1-18; etc).
Êxodo: O Livro do Êxodo narra a presença do povo hebreu no Egito após a morte de José, e a história deste povo até a construção do tabernáculo. O povo, agora escravo no Egito, é liberto por Deus através de Moisés. Esta libertação é a marca distintiva da ação de Deus na história humana: Deus é um Deus libertador! A opressão e o sofrimento do povo é ouvido por Deus que desce a fim de libertá-los (Êx 3.7-9). A chave do livro, portanto, é a redenção. Mais que isso, contudo, o Êxodo não narra apenas a libertação de alguma coisa, mas narra também a libertação para alguma coisa: o povo é liberto para ser povo de Deus, para oferecer sacrifícios agradáveis ao Senhor (Êx 3.18).
Outro tema presente em Êxodo é o da formação da liturgia e da religião judaica. A Lei de Moisés (os 10 Mandamentos e diversos outros conjuntos de leis) constrói um esboço para a formação de um povo peculiar, chamado por Deus de Seu Povo, povo santo (separado). Assim, o Êxodo narra detalhadamente os aspectos legais, religiosos, cúlticos, culturais, econômicos etc do povo recém-libertado do Egito.
Um detalhe importante é o nome de Deus dito a Moisés. Em Êx 3.14, lemos “Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros”. Este nome que Deus dá a si mesmo é chamado pelo povo judeu de SAGRADO TETRAGRAMA, isto é, a reunião das consoantes que formam este nome: YHWH. Nenhum judeu ousava pronunciar este nome pois isto significava blasfêmia que devia ser punida com a morte. É por isso que quando Jesus pronuncia este nome (ver Evangelho de João, capítulo 8, versos 57-58), os judeus pegaram em pedras para o apedrejar. É por isso também que Jesus é condenado: não pelas coisas que fazia, mas sim pelo que Ele dizia acerca de si mesmo (Veja João 10.30-33).
Levítico: O livro do Levítico é chamado o Livro da Expiação. Seu nome deriva do nome da tribo de Levi. Suas palavras-chave são “acesso” e “santidade”. A palavra “santo” aparece mais de oitenta vezes no livro, pois seu tema central é: “Como pode um pecador aproximar-se de um Deus santo?”. De acordo com o livro, um Deus santo requer um povo purificado; esta purificação é por meio de derramamento de sangue. Neste livro, estão registrados também os regulamentos e observações que dizem respeito ao sacerdócio levítico.
Números: É o livro das peregrinações do povo de Deus. O título do livro vem dos dois recenseamentos que estão nele registrados: o primeiro, quando Israel chegou no Sinai (no segundo ano da saída do Egito), e o segundo, na beira do Jordão, após os 40 anos de peregrinação no deserto.
Deuteronômio: Seu nome é derivado de duas palavras gregas: deuteros (que quer dizer “segunda”), e nomos (que quer dizer “lei”). Seu tema principal é a repetição das leis proclamadas no Sinal, mesclada com a lembrança das experiências da geração passada. A expressão-chave é “lembra-te de obedecer”. Associa-se a esta palavra, o pensamento seguinte: “Lembra-te de obedecer aos decretos do Senhor teu Deus para que bênçãos venham sobre ti” (ver Dt 28.1-68). No livro, estão os últimos discursos de Moisés enquanto líder do povo. Muito provavelmente, estes discursos finais foram proferidos durante os dois meses que Israel passou acampado nas planícies de Moabe, no ano de
