sexta-feira, 25 de abril de 2008

Tentação




O que a Bíblia diz sobre a tentação?
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Quando for tentado, fuja imediatamente. A Bíblia diz em 2 Timóteo 2:22 “Foge também das paixões da mocidade, e segue a justiça, a fé, o amor, a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.”

A oração fortalece-nos contra a tentação. A Bíblia diz em Marcos 14:38 “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”

Confronta a tentação com a Palavra de Deus. A Bíblia diz em Mateus 4:1, 3-4 “Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo. … Chegando, então, o tentador, disse-lhe: Se tu és Filho de Deus manda que estas pedras se tornem em pães. Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.”

Deus não permetirá que sejamos tentados mais do que possamos resistir. A Bíblia diz em 1 Coríntios 10:13 “Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar.”

Aqueles que não cedem à tentação, serão recompensados. A Bíblia diz em Tiago 1:12 “Bem-aventurado o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam.”


BibleInfo.com

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Você é precioso pra Deus




O Anel


Um aluno chegou a seu professor com um problema:

-Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada.

Dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota.

Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?


O professor sem olhá-lo, disse:
- Sinto muito meu jovem, mas agora não posso ajudá-lo, devo primeiro resolver meu próprio problema.
Talvez depois. E fazendo uma pausa falou:

- Se você ajudar, eu posso resolver meu problema com mais rapidez e depois talvez possa ajudar você a resolver o seu.


-C...Claro, professor, gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado.
O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao garoto e disse:
- Monte no cavalo e vá até o mercado. Deve vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida.

É preciso que obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro.

Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.


O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores.

Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.

Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele,

mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.


Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre,

mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a jóia a todos que passavam pelo mercado e abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou.

O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel,

assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber sua ajuda e conselhos.

Entrou na casa e disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu.

Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.


-Importante o que me disse meu jovem, contestou sorridente. Devemos saber primeiro o valor do anel.
Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel?

Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda.
Volte aqui com meu anel.


O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar.

O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:
- Diga ao seu professor que, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.


- 58 MOEDAS DE OURO! Exclamou o jovem.
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...


O jovem correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu.


- Senta, disse o professor e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:
- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única.

Só pode ser avaliada por um especialista. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?
E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.


- Todos somos como esta jóia.

Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.


Repense o seu valor!

Esperando em Deus....


A ESPERA NÃO PODE MATAR A ESPERANÇA




"Lia tinha olhos tenros, mas Raquel era de formoso semblante e formosa à vista. E Jacó amava a Raquel, e disse: Sete anos te servirei por Raquel, tua filha menor. Então disse Labão: Melhor é que eu a dê a ti, do que eu a dê a outro homem; fica comigo. Assim serviu Jacó sete anos por Raquel; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava. E disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, porque meus dias são cumpridos, para que eu me case com ela. Então reuniu Labão a todos os homens daquele lugar, e fez um banquete. E aconteceu, à tarde, que tomou Lia, sua filha, e trouxe-a a Jacó que a possuiu. E Labão deu sua serva Zilpa a Lia, sua filha, por serva. E aconteceu que pela manhã, viu que era Lia; pelo que disse a Labão: Por que me fizeste isso? Não te tenho servido por Raquel? Por que então me enganaste? E disse Labão: Não se faz assim no nosso lugar, que a menor se dê antes da primogênita. Cumpre a semana desta; então te daremos também a outra, pelo serviço que ainda outros sete anos comigo servires. E Jacó fez assim, e cumpriu a semana de Lia; então lhe deu por mulher Raquel sua filha". GÊNESIS 29:17-28.

O Senhor nos encoraja a meditar neste texto. Qualquer palavra seria desnecessária. Jacó lutou por 14 anos a espera de sua bênção! E você? Já está lutando a quanto tempo? Creia! A espera não pode matar a esperança.

Que o Espírito Santo ministre em teu coração uma mensagem abençoada!!


domingo, 20 de abril de 2008

No meio dos louvores Deus habita





O PODER DO LOUVOR





"E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança. O qual, tendo recebido tal ordem, os lançou no cárcere interior, e lhes segurou os pés no tronco. E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E de repente sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos".

ATOS 16:23-26

Muitas vezes não damos o devido valor e a devida atenção que o LOUVOR ao Senhor merece. Vamos a igreja, sentamos no banco e cruzamos nossos braços; deixamos o louvor passar sem nem ao menos abrirmos a boca! Pelo contrário, não vemos a hora dele acabar para chegar ao momento da Palavra.

Vemos a igreja com uma única intensão: RECEBER! Receber uma palavra que nos conforte, que nos traga segurança! Receber uma oração que pode libertar e resolver nossos problemas! Recebermos um aconselhamento que nos mostrará a direção certa a ser tomada!

Nos esquecemos que o Senhor habita em meio aos louvores! Nos esquecemos que o Senhor é digno de ser louvado em TODO o tempo! Não importa se você está passando por dificuldades, não importa se você está passando por tribulações, não importa se você não está passando por problema algum: A sua obrigação é louvar!

Somos tão egoístas que esperamos receber, porém não oferecemos nada, não damos nada a Ele. Passamos por lutas e tribulações que nos aprisionam, mas nos esquecemos que a chave que abrirá a cadeia está no meio dos louvores. Você será liberto no meio dos louvores!

Amado, não importa o que você está passando! Louve ao Senhor a todo o tempo! Faça um trono de louvores ao Senhor Deus Todo-Poderoso! Você verá que a resposta virá antes mesmo do que você pensa.

Jesus Deus



Jesus Deus


“Ninguém tem maior amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por amor á eles. Eu Sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas”. João 15:13; 10:11


Como homem Ele sentiu fome;

Como Deus Ele é o pão da vida.

Como homem Ele sentiu cansaço;

Como Deus Ele disse: “Vinde a Mim todos os cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei”

Como homem Ele levou os homens á Deus;

Como Deus Ele levou Deus aos homens.

Como homem Ele chorou;

Como Deus Ele consolou (consola) á muitos dizendo: “não chores mais”

Como homem sentiu dores;

Como Deus Ele é o medico dos médicos.

Esse é o nosso Deus! Infinito em suas grandezas, aquele que abre e NINGUÈM fecha, aquele que diz Sim quando o HOMEM diz não! Muitas vezes tentam frustrar os nossos sonhos mais Aquele que um dia sentiu as mesmas tristezas e dores que nós sentimos hoje é o mesmo que nós fez amigos seus e isso ninguém pode mudar!

Ande além da hipocrisia dos homens e viva hoje a vida que Jesus conquistou pra mim e pra você na cruz!


Estudo sobre o livro de Romanos



Por Missionário Fábio Luiz de Souza

Autoria: Dennis Allan


O PODER DO EVANGELHO PARA SALVAR

O dilema do homem é inegável: o pecado levantou uma barreira intransponível impedindo o acesso até Deus (Romanos 3:23; 6:23). Entretanto Deus está querendo ajudar, oferecendo resposta para os apelos desesperados dos homens (Romanos 7:24; Atos 17:27).

O livro de Romanos claramente nos mostra a necessidade de aceitar e obedecer o evangelho para se livrar do pecado e restaurar a comunhão com Deus. O evangelho é realmente o poder de Deus para nossa salvação (Romanos 1:16).

A Única Cláusula de Deus (Romanos 1:16)

A revelação do plano eterno de Deus para a salvação do homem atingiu seu ponto culminante no sacrifício de Jesus Cristo, e seu benefício na revelação do evangelho. Simplesmente não existe possibilidade de salvação sem Cristo (Atos 4:10-12). A morte de Cristo é essencial para a nossa salvação (Mateus 26:28). O evangelho é importante porque mostra como podemos ser salvos pela morte de Jesus. Nós podemos compartilhar da promessa em Cristo somente através do evangelho (Efésios 3:6).

Não existe nenhum relato bíblico de nenhuma pessoa sendo salva através de outro meio. Nós somos salvos quando ouvimos, cremos e obedecemos o evangelho (Romanos 10:8-17). Deus nos oferece uma saída para o dilema do pecado através do evangelho, o qual "se manifestou agora . . . para obediência da fé" (Romanos 16:25-26). Se rejeitarmos esta saída, não existirá outro caminho para a salvação.

A Única Incumbência de Paulo (Romanos 1:14-16)

Paulo, quem de perseguidor tornou-se pregador, mostra sua firme convicção de necessidade da obediência ao evangelho. Na introdução na sua carta aos Romanos ele nos dá uma das mais claras e estimulantes afirmações sobre a importância das boas novas de Jesus Cristo. Paulo disse:

* Eu sou devedor (1:14). Ele devia a mensagem salvadora para os outros, mesmo os desprezados gentios, porque era a única chance deles para a salvação.

* Estou pronto (1:15). O entendimento de Paulo sobre o valor do evangelho era motivo suficiente para levá-lo a Roma para pregar o evangelho.

* Não me envergonho (1:16). A mensagem simples do evangelho pode ter sido ironizada pelos arrogantes, mas Paulo não se envergonhou, reconhecendo o poder da palavra (veja 1 Coríntios 1:18-31).

Nosso Único Guia (Romanos 1:17)

Os homens podem ser justificados diante de Deus somente quando eles demonstrarem fé - resposta adequada para a sua palavra. Paulo cita Habacuque 2:4 que nos mostra uma clara distinção entre o orgulhoso que segue seu próprio caminho, e o justo que manifesta sua própria dependência em Deus. Nós devemos ter a humildade e nos submeter a Deus e seguir unicamente a sua palavra.

A palavra de Deus fornece a direção completa que nós precisamos (Jeremias 10:23-24). As Escrituras fornecem tudo o que nós precisamos para estarmos equipados para servir a Deus (2 Timóteo 3:16-17). Deus nos tem dado todas as coisas que conduzem à vida e à santidade, nos capacitando a nos desfazer da natureza humana e ser participantes da natureza Divina (2 Pedro 1:3-4). Nós devemos ignorar as tradições, doutrinas e opiniões dos homens e aceitar a mensagem salvadora do evangelho (1 Coríntios 4:6). Somente assim, nós teremos a verdadeira comunhão com Deus (2 João 9).

Durante os séculos que se passaram, a partir dos escritos de Paulo, os homens têm tentado "melhorar" o poder de Deus para a salvação. Eles tentaram suplementar, abreviar, reduzir e alargar, mas foram incapazes de produzir qualquer outro caminho para escalar a barreira do pecado. Deus revelou. Paulo proclamou. Nós devemos obedecer. As boas novas de Jesus Cristo são a única avenida pela qual nós podemos ser redimidos da terrível conseqüência do pecado!

sábado, 19 de abril de 2008

A BÍBLIA


A Bíblia e seu contexto

Você já parou para pensar que tipo de livro é a Bíblia?

Quando a Rainha Elizabeth recebeu uma cópia da Bíblia, na cerimônia de sua coroação, ela ouviu as seguintes palavras: “Nós lhe apresentamos este Livro, a coisa mais preciosa que existe neste mundo. Aqui reside a sabedoria; esta é a lei real; estes são os oráculos vivos de Deus!”. Será que estas palavras retratam bem o tipo de livro que a Bíblia é, ou trata-se de um exagero? Será que um livro com mais de 2000 anos de idade tem qualquer serventia para nós, que vivemos no mundo moderno?

Na verdade, a Bíblia tem se revelado como fonte de Verdade durante toda a história humana. Podemos com certeza afirmar como o salmista e dizer que a Palavra de Deus tem sido o nosso “prazer e conselheiro” (Sl 119.24). A Bíblia possui grande importância para o homem moderno por causa do assunto que ela apresenta: o relato do relacionamento de um Deus Santo, Generoso e Todo-Poderoso com sua criação.

Para o cristão, a Bíblia representa a Palavra revelada de Deus. O Criador de todo o universo quis se revelar ao ser humano e, por isso, usou diferentes pessoas de diferentes épocas e culturas para expressar a Sua vontade. Este processo é chamado de REVELAÇÃO. Há dois tipos de revelação: a revelação geral e a revelação especial. Vejamos cada uma delas com maiores detalhes:

1. REVELAÇÃO GERAL

A Revelação Geral compreende, principalmente, o que se pode saber acerca de Deus por meio da natureza. Em diversas ocasiões, os salmistas estão sempre afirmando que as maravilhas da criação apontam para a glória de Deus. Por exemplo, o Sl 8.1 diz que Deus expôs nos céus a Sua majestade; o Sl 19 inicia afirmando: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”. O apóstolo Paulo deixa isso mais claro em sua Carta aos Romanos, capítulo 1, quando nos diz que “o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles [entre os homens] porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidas por meio das coisas que foram criadas[1].

2. REVELAÇÃO ESPECIAL

A Revelação Especial se relaciona com a Palavra de Deus registrada pelos homens, a Bíblia, e, especialmente, com a Pessoa de Jesus Cristo. O autor do livro de Hebreus afirma o seguinte a esse respeito: “Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele [Jesus] é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser (...)”[2].

Por essa razão, o cristão crê que Jesus foi a revelação máxima da divindade, e que, quando lê a Bíblia, Deus se revela a ele através da Sua Palavra, manifestando assim o seu eterno desejo de relacionar-se com o homem. Como disse Lutero: “nossa teologia vem da Cruz, a revelação máxima de Deus na história humana”. Sem a revelação de Deus, não podemos compreender a Palavra em sua inteireza.

Após essa breve introdução, iremos agora nos aprofundar no estudo da Bíblia, a revelação da vontade de Deus para a sua criação. Queremos reiterar nosso desejo de que você seja ricamente abençoado ao se aproximar, talvez pela primeira vez, da Palavra de Deus, que é sempre viva e eficaz!

A Bíblia: Aspectos Introdutórios

Vamos começar com uma pergunta: só encontramos palavras de Deus na Bíblia? Ou seja, existem outros escritos ou outras formas de manifestação com as quais possamos identificar a comunicação do Criador com a obra-prima da sua criação?

Como já vimos, por meio da revelação geral é possível ao ser humano atentar para a existência de Deus. Em Romanos 1:20, o apóstolo Paulo diz: “Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas...”. Como vimos antes, a obra do Criador é tão vasta e impossível de se delimitar, a ponto de não nos permitir negar a Sua autoria. Uma única questão demonstra o quão limitados somos em compreender o universo que o homem foi capaz de conhecer até hoje: “Onde termina o universo?” O homem não consegue entender o infinito e a eternidade, porque tudo que conhece está limitado ao espaço e ao tempo. Mesmo assim, contudo, por meio da criação de Deus é possível ao ser humano perceber a existência de seu Criador.

E quanto a outros textos? Na própria Bíblia encontramos evidências da manifestação de Deus através de outros escritos fora dela:

“A Biblia protestante cita outros 23 livros e a católica cita mais 8”[3], mencionando trechos de alguns deles. Em Números (Nm 21.14-15) existe uma citação do Livro das Guerras do Senhor: ¨Pelo que se diz no Livro das Guerras do Senhor: “Vaheb em Sufa e os vales do Arnon, e o declive dos vales que se estendem para os territórios de Ar, e se repousam sobre os confins dos moabitas”. É importante observar que o livro de Números, de onde retiramos a citação acima, foi escrito por volta do ano 1400/1500 a.C., isto é, considerando as divergências sobre a datação de alguns livros, cerca de 40 anos após a saída dos judeus do Egito. Em uma outra citação, conhecemos o Livro dos Justos: “... E o sol se deteve, e a lua parou até que o povo se vingou dos seus inimigos. Não está isto escrito no Livro dos Justos?... “ (Js. 10.13). Se Josué foi o autor desse livro, como cremos, deve ter sido escrito por volta do ano de 1390/1500 a. C.

Como a Bíblia cita tais livros e inclui porções destes em seu texto, como o Livro dos Justos citado acima, podemos levantar uma importante consideração: Será que o Deus eterno, que não está limitado ao tempo, somente falou aos antigos, durante um período de 1500 a.C. a 100 d.C. e depois se calou? Será que Ele ainda continua falando hoje?

Essa é uma questão que você deve encontrar resposta.

Uma volta no tempo.

Podemos somente especular que o período provável do nascimento de Abraão (Gn 11.26) tenha se dado por volta do ano 2000 (segundo o Dicionário Ilustrado da Bíblia) ou 2166 a.C., como cita a Bíblia de Estudo Vida. E como atribuímos a Moisés sua autoria, certamente o livro foi escrito entre 1380 e 1500 a.C., como os demais livros do Pentateuco.

Aqui surge duas questões importantes para nos situarmos no tempo e no espaço da narrativa bíblica:

a) Como Moisés pôde escrever sobre fatos acontecidos há cerca de 850 anos antes do seu nascimento, considerando a sua morte aos 120 anos, conforme Deuteronômio 34.7?

b) Como ainda não havia escrita nos primórdios da criação, como foram transmitidas essas informações até chegar a Moisés?

Segundo a Ciência, a terra tem de 4 a 5 bilhões de anos. Essa poderia ser a data da criação ou data do inicio da criação, se você considerar que os 7 dias da criação foram 7 períodos de tempo indeterminado, e não 7 períodos de 24 horas.

A escrita ainda não existia na época em que os fatos narrados aconteceram - provavelmente até Gênesis 3. As narrativas da criação do homem, as histórias sobre antepassados, os grandes feitos dos heróis e fatos interessantes na vida das pessoas, eram passados de geração em geração, contados entre famílias e na roda de bate-papo. Assim também foram transmitidos a fé na divindade e seus atos através dos povos e nações. Dessa forma, se preservaram os fatos narrados na Bíblia até o surgimento da escrita. A formação de um povo do interesse de Deus, desenvolvido em torno dos ensinamentos e direção do próprio Deus, foi fator primordial para a preservação das tradições que o povo judeu conservava cuidadosamente em seus cantos, poemas, salmos e narrativas que compõe o que chamamos de “tradição oral”.

Quando o homem começou a registrar os fatos a fim de preservá-los, “a escrita era feita através de desenhos: uma imagem estilizada de um objeto significava o próprio objeto. O resultado era uma escrita complexa (havia pelo menos 2000 sinais) e seu uso era bastante complicado. Assim, os sinais tornaram-se gradativamente mais abstratos, tornando o processo de escrever mais objetivo. Finalmente, o sistema pictográfico evoluiu para uma forma escrita totalmente abstrata, composta de uma série de marcas na forma de cunhas e com um número muito menor de caracteres. Esta forma de escrita ficou conhecida como cuneiforme (do grego, em forma de cunha) e era escrita em tabletes de argila molhada”[4]. Este tipo de escrita foi criada há cerca de 6 mil anos na Mesopotâmia (atual Iraque).

A Arqueologia (ciência que estuda as antigas civilizações através de seus objetos e construções), nos informa que já existiam alguns escritos bíblicos provavelmente até 2 mil anos antes de Cristo. Os textos primitivos eram somente fragmentos. Serviam como um auxílio para a memória, e não eram propriamente livros completos. Mas a arte da escrita já era praticada no mundo antigo em torno do ano 3300 a.C., passando por aperfeiçoamentos até surgir um alfabeto escrito.

Na antiguidade os livros eram coleções de placas de metal, de madeira, de argila cozida, pedra, linho, de cascas de árvore ou de folhas. Com o tempo, passaram a ser feitos com o papiro (espécie de papel rudimentar, elaborado a partir da haste da planta papiro) ou o pergaminho (feito com pele de animais, principalmente carneiros e cabras) cujas “folhas” eram emendadas, formando tiras de até 50 metros ou costuradas formando um caderno. Os livros, então, eram copiados à mão, um por um, por isso o acesso a eles era dado a somente algumas pessoas. Assim, a cultura dos povos antigos não estava, baseada na palavra escrita. Os conhecimentos, as tradições, os costumes eram transmitidos oralmente através dos mestres, dos poetas e dos cantores, que recitavam de aldeia em aldeia os antigos poemas sobre os heróis e sobre os deuses. Tenha isso em mente quando você lê a sua Bíblia, especialmente o Antigo Testamento (escritos anteriores ao nascimento de Jesus, abrangendo um período de cerca de 4000 anos) considerando que os prováveis primeiros 300 anos iniciais ainda não havia escrita.

- Mas, se não mais existem os originais do texto bíblico, como posso ter certeza de que o que eu leio hoje em minha Bíblia trata-se de reprodução fiel da palavra de Deus?

A arqueologia vem nos auxiliando a compreender melhor a vida cotidiana dos povos que aparecem no contexto bíblico. “Graças a ela, agora sabemos que na época de Abraão (cerca de 2000 anos a.C.) existiam muitas cidades prósperas no Oriente... As escavações realizadas em Ur, no início do século passado (1922-1934), por Sir Charles Leonard Woolley revelaram que Abraão estava cercado pela idolatria quando Deus o chamou para dar início a um novo povo. (...) O trabalho arqueológico moderno está cada vez mais voltado para o texto bíblico. Intensos estudos em mais de 3000 textos gregos do Novo Testamento (escritos posteriores ao nascimento de Jesus, abrangendo um período de cerca de 100 anos), que datam do 2° século d.C em diante, demonstram que o texto que lemos hoje em nossas bíblias foi incrivelmente preservado desde aquela época. Nem ao menos uma de suas doutrinas foi alterada”[5].

Isto comprova que os textos bíblicos foram preservados com muito cuidado pelos escribas, que atuavam como copistas, revisores e mestres da Lei. Os mais respeitados iniciavam seus estudos aos 14 anos e ao concluírem seus estudos aos 40 anos, eram ordenados. Um dos grandes expoentes entre os escribas foi Esdras (cfr. Esdras 7.6). Como os originais foram escritos em materiais perecíveis, logo começaram a produzir cópias à mão dos originais, surgindo em Israel a profissão de copista das Escrituras.

“Os massarotes (senhores da tradição) eram copistas dedicados, que viveram entre os séculos IV a X antes de Cristo. Os seus textos copiados passaram a ter a designação de textos massoréticos. Quer estes, quer os escribas, que se lhes seguiram, eram profissionais muito dedicados. Na verdade, eles reverenciavam profundamente as palavras que copiavam, sendo extremamente meticulosos. Bem sabiam que não podiam acrescentar ou retirar qualquer pontuação ou letra ao texto sagrado, porque isso seria a negação da sua própria vida dedicada”[6].

Existem hoje, ainda preservados, cerca de 6000 (seis mil) manuscritos (cópias) das Escrituras Hebraicas, na íntegra ou em partes e 5000 (cinco mil) das Escrituras Cristãs, em grego.

Uma das descobertas mais recentes de manuscritos antigos foi iniciada em 1947. “Mohamed Adh-Dhib, um pastor de cabras, entra em uma gruta ao noroeste do Mar Morto, próximo às ruínas de Qumran e encontra grandes jarras de barro com um tesouro – cópias de vários livros do Antigo Testamento e outros escritos. (...) As buscas continuaram em 1952 e em 1956. Através de várias expedições arqueológicas conseguiram reunir mais de 800 manuscritos do Antigo Testamento (AT) e cerca de 600 outros manuscritos de literatura religiosa da época. (...) Segundo os estudos paleográficos e a análise posterior com carbono 14 estabeleceram que todos os manuscritos foram copiados entre o século III a.C. e o século I d.C”[7].

“Num estudo, religiosos de todo o mundo, compararam o 53º [qüinquagésimo terceiro] capítulo do rolo achado no mar Morto com o do texto massorético [copiado 1000 [mil] anos antes]; eis os resultados: Dentre as 166 [cento e sessenta e seis] palavras deste capítulo, há apenas 17 [dezessete] palavras em dúvida. Dez [10] simplesmente são uma questão de grafia, ou seja, não alteram o sentido; quatro [4] são mudanças estilísticas menores, tais como conjunções, isto é, só para enriquecer a leitura; as demais [três] letras dizem respeito à palavra "luz", que é acrescentada ao versículo 11 [onze] e não afeta muito o significado. Assim, em um capítulo de 166 palavras, há apenas uma palavra [três (3) letras] em dúvida, depois de 1000 (mil) anos [naquela época] de transmissão e esta palavra não altera significativamente o sentido da passagem”[8].

As línguas da Bíblia

O Antigo Testamento, num total de 39 livros (Bíblia protestante), foi escrito em hebraico, com exceção de algumas passagens em Esdras, Jeremias e Daniel que foram escritas em aramaico. Já o Novo Testamento, num total de 27 livos, foi escrito em grego, com exceção do evangelho de Mateus, escrito em aramaico.

A Bíblia da Igreja Católica contém 73 livros - 7 livros a mais que a Bíblia não católica. São estes: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico (ou Sirácida) e Baruc. Possui, ainda, adições nos livros de Ester e Daniel. A esses livros dá-se o nome de Deuterocanônicos, considerados apócrifos (não inspirados) por evangélicos e judeus, todos escritos em grego. A Igreja Católica Romana aprovou os livros apócrifos em 8 de abril de 1546. Nessa época, os protestantes opunham-se violentamente às doutrinas romanistas do purgatório, oração pelos mortos, salvação pelas obras, citadas em alguns desses livros.

As divisões da Bíblia


Principais partes = Antigo Testamento (AT) e Novo Testamento (NT). O volume do AT é 3 vezes maior que o do NT.

Livros = 66 livros; 39 no AT e 27 no NT. Na Bíblia Católica são 73 livros; 46 no AT e 27 no NT.

Capítulos = 1189, sendo 929 no AT e 260 no NT. Na Bíblia Católica são 1328 capítulos.

Versículos = 31173, sendo 23214 no AT e 7959 no NT. Na Bíblia Católica são 40030 versículos.


Fazem parte do AT os livros considerados inspirados, desde os dias de Moisés até o tempo de Jesus e fazem parte do NT os livros escritos após a ressurreição de Jesus, considerados inspirados ou canonizados.

Os judeus só utilizam o que chamamos de AT, cujos livros dividem a sua Bíblia em três partes, que designam pela sigla TANAK: o TORÁ (A Lei), NEBIIM (Os Profetas) e KETUBIM (Os Escritos).

Quem escreveu os originais

Toda a Bíblia foi escrita por cerca de 40 pessoas, envolvidos nas mais diferentes atividades. Entre estes escritores, podem ser citados: Moisés, um líder político com ótima educação; Pedro, um pescador; Amós, um boiadeiro; Neemias, um copeiro; Salomão, um rei; Daniel, um primeiro-ministro; Lucas, um médico; Paulo um rabino, dentre outros.

O AT foi escrito ao longo de “1000 ou mais anos”[9], e o NT por um período de cerca de mais ou menos 60 anos, segundo o já citado Dicionário Ilustrado da Bíblia (pág 207). Os escritores eram de origens, classes sociais e culturas diferentes (de humildes agricultores, pescadores até renomados reis) e em muitos casos, não tinham conhecimento do conteúdo dos demais livros e seus autores. “Devido a essas circunstâncias, em muitos casos, os autores nada sabiam sobre o que já havia sido escrito. Muitas vezes um escritor iniciava um assunto e, século depois um outro completava-o Tudo isto somando num livro puramente humano daria uma babel indecifrável! Imagine o que seria fisicamente a Bíblia, se não fosse a mão de Deus!”[10].

Por isso, podemos afirmar que a Bíblia é única. Além de seu estilo peculiar de escrita, a Bíblia sobreviveu durante incontáveis anos, sofrendo críticas e perseguições as mais variadas. Referindo-se à capacidade da Bíblia de sobreviver durante os séculos, Bernard Ramm afirmou: “por mais de mil vezes badalaram os sinos, anunciando a morte da Bíblia, formou-se o cortejo fúnebre, talhou-se a inscrição na lápide e fez-se a leitura da elegia fúnebre. Mas por alguma maneira o cadáver nunca permaneceu sepultado”[11].

Assim, embora escrita por diferentes pessoas no decorrer da história, Deus é o autor da Sua palavra. A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana!

Classificação divisão dos livros

Os livros da Bíblia são classificados por categorias, sem preservação da sua ordem cronológica.


Antigo Testamento – divide-se em cinco categorias de livros:

Pentateuco ou Lei, História, Poéticos e Sapienciais, Profecias (Profetas Maiores e Profetas Menores)

Novo Testamento – divide-se em quatro categorias de livros:

Evangelhos ou Biografia, Histórico, Cartas ou Epístolas (Paulinas e Gerais) e Revelação.


Em 1250 dC, o cardeal Caro (Hugo Saint Cher - abade dominicano) dividiu a Bíblia em capítulos; mais tarde, houve a divisão dos capítulos em versículos em duas etapas. Em 1445 d.C., Rabi Mardoqueu Nathan dividiu o Antigo Testamento; em 1551 d.C., Robert Stevens dividiu o Novo Testamento.

A Bíblia do século 21

A Nova Versão Internacional (NVI) da Bíblia está sendo apresentada como a mais recente tradução das Escrituras Sagradas em língua portuguesa a partir das línguas originais. Essa versão vem com medidas e pesos traduzidos do texto sagrado, levando em conta as diferenças culturais entre nós e o mundo bíblico. Por exemplo, o sistema métrico decimal foi utilizado para se expressar distâncias.

“Quanto ao texto original, a NVI baseou-se no trabalho erudito mais respeitado em todo o mundo na área da crítica textual, tanto no caso dos manuscritos hebraico e aramaico do Antigo Testamento como no caso dos manuscritos gregos do Novo Testamento.

À erudição representada pela Comissão da NVI, além da diversidade teológica e regional (de várias partes do Brasil), aliou-se o que há de mais elevado em pesquisas teológicas e lingüísticas disponíveis atualmente em hebraico, alemão, inglês, holandês, espanhol, italiano, francês e português. Dezenas de comentários, dicionários, obras de consulta e modernos softwares foram consultados durante o projeto. A diversidade do grupo de tradutores muito contribuiu para a qualidade da nova tradução. Formou-se uma comissão composta de tradutores brasileiros e estrangeiros (teólogos de vários países: EUA, Inglaterra, Holanda), três de seus membros residindo fora do Brasil (EUA, Israel e Portugal). Convém também ressaltar que dezenas de outras pessoas participaram no auxílio direto ou indireto ao projeto, nas mais diversas tarefas”[12].

Duas últimas curiosidades: a Bíblia foi o primeiro livro religioso a ser levado para o espaço (em forma de microfilme), e o mais longo telegrama do mundo foi o Novo Testamento, enviado de Nova Iorque a Chicago.

Diante de tudo o que já foi dito, fica uma primeira impressão: a Bíblia é o livro mais importante para a humanidade. Isto não é pretensão. Na verdade, pretensão seria, diante de tantas evidências do valor da Palavra de Deus, voltar-lhe as costas e não desejar aprender dela, ouvindo com atenção o que a Bíblia tem a nos dizer.

Por isso, nas próximas aulas iremos nos aprofundar no texto bíblico, tocando em dois assuntos principais: qual foi o critério para a escolha dos livros que compõe a Bíblia e qual o assunto de cada um dos livros do AT e do NT.