terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O que é "Amor"?

Leia: 1 João 3.11-20

Qual é o significado da palavra "amor"? A resposta a esta pergunta depende da experiência de amor de cada indivíduo.

Muitos de nós aprendemos sobre o amor na vivência amorosa de nossos pais, parentes e professores. "Eu te amo" significa interessar-se por alguém, desejar-lhe o bem, cuidar de quem nos é muito especial. Se alguém nos ama, somos importantes para essa pessoa.

No entanto, muitas vezes, somos levados a crer que o amor é aquele demonstrado em alguns filmes ou programas de televisão, nos quais "amar de verdade" é buscar, antes de tudo, o seu prazer pessoal. A tradução de amor nos meios de comunicação mais se parece com "e o que tenho a ganhar com isso?" É um sentimento possessivo, lascivo, egoísta, que não poderia jamais ser chamado de amor, pois não tem nada a ver com aquele sentimento de entrega que aprendemos com os nossos pais.

"Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos." É esse o cerne da mensagem da Bíblia. Se realmente queremos entender a essência do amor, temos que desviar nossos olhos e ouvidos das definições distorcidas que a cultura, a mídia, o mundo em geral nos oferece e fixar a nossa atenção ao que Deus diz, pois Deus é amor.
Pense: Quando compreendemos melhor o amor de Deus por nós, respondemos a esse amor de forma mais adequada.

Ore: Agradecemos, ó Pai, o teu amor por nós. Dá-nos olhos que enxerguem, ouvidos que ouçam, ao tentarmos compreender a medida do teu amor e a graça para respondermos como convém. Em nome de Jesus, amém.

O desafio de terminarmos 2009

“Vou usar a ilustração da onda para descrever o que creio ser um proce sso normal e padrão na vida de todo crente . A obra de De us em nós é constante , mas a nossa percepção dessa obra é de que avançamos periodicamente como se pegássemos ondas”

No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” (Jo 7.37-38.) Há uma questão que incomoda os filhos de Deus. Por que os rios de água viva não fluem constantemente de nosso interior? Por que a nossa vida é uma alternância entre montanhas e vales, altos e baixos, tempos de chuva e tempos de sequidão? Há momentos em que percebemos os rios fluindo como que transbordando das margens, mas há outros em que tudo parece estar seco. Creio que você pode testificar que todos nós somos assim.

Isso acontece no âmbito individual, mas também nos acontece como Igreja. Já percebeu como há épocas em que basta erguer as mãos e a chuva do céu desaba sobre você? Basta começar a cantar um cântico e o céu canta conosco. Há outras épocas, porém, em que não sentimos nada, exceto uma aridez completa.

Há dias em que tudo parece tão simples, mas há outros em que precisamos insistir e buscar intensamente. Nesse tempo você pensa em ler a Palavra, mas parece não haver interesse. Você decide: “Eu vou orar!” Mas, quando se ajoelha, parece que as palavras desaparecem e sua mente insiste em divagar como num turbilhão de pensamentos. Alguns de fato se perguntam: “Será que o Senhor me
abandonou? Será que estou sozinho?”

Todos nós desejamos um fluir ininterrupto em Deus. Desejamos algo que seja constante e sem variação nem mudança. O fato, porém, é que isso não acontece. Na verdade não acontece e nem pode acontecer. Não é dessa maneira que o Senhor nos leva a crescer. Nós não podemos viver a vida inteira em cima do monte, há uma hora que temos que descer. Não podemos ficar a vida inteira semeando, o tempo de colheita vai chegar. Não dá para surfar a vida inteira na crista da onda, é inevitável que a onda vá quebrar na praia.

Na verdade, a vida seria absolutamente insípida se tudo fosse sempre da mesma cor, com o mesmo sabor e a mesma sensação. Foi Deus mesmo quem estabeleceu dia e noite, verão e inverno, chuva e seca, deserto e mar. É essa variação de vivências que nos dá experiências e nos ensina a perseverar. Se a vida fosse sempre descida nossos músculos seriam fracos, pois é na subida que temos a chance de realmente exercitá-los.

Vou usar a ilustração da onda para descrever o que creio ser um processo normal e padrão na vida de todo crente. A obra de Deus em nós é constante, mas a nossa percepção dessa obra é de que avançamos periodicamente como se pegássemos ondas.

1. Os dois aspectos do trabalhar de Deus em nós

Tanto em nossa vida pessoal como na vida da Igreja o Senhor nos faz avançar enviando ondas do seu Espírito sobre nós. Para crescer nós precisamos muito dessas ondas, pois elas nos levam a novas posições em Deus: são um tempo de refrigério e descanso, alegria e contentamento. Mas, por mais estranho que pareça, nós precisamos muito da maré baixa, quando uma onda passou e uma nova
ainda não veio. É nesse momento que aprendemos a perseverança e a fé, aprendemos a guerra espiritual e a conquista. É nesse momento que a nossa musculatura espiritual é desenvolvida. Esses ciclos de repetidas visitações são para o nosso bem. A verdade espiritual tem sempre dois lados e precisamos dos dois para crescermos. Veja algumas situações que ilustram esse balanço
espiritual.

Tomemos, por exemplo, a atuação do Espírito Santo em nós. Por um lado, o Espírito Santo habita dentro de nós e, por outro, Ele está sobre nós. A verdade é a mesma, o Espírito Santo opera em nós, mas nessa operação existem dois lados. Por um lado, Ele está sempre conosco, e, por outro, do nosso ponto de vista, parece que Ele vai embora e volta. É como uma onda, e quando eu estou surfando, experimento a dimensão do poder do Espírito. Nessa hora ela me leva e sinto como é gostoso ser levado pela onda.

O poder do Espírito é assim, você flutua e você vai embora, é algo maravilhoso. Mas o poder do Espírito é como um combustível que você gasta e então tem que ser renovado e reabastecido. Aí é quando a onda passa. Nesse momento nos sentimos sem nada, vazios. Mas é nessa hora que Deus quer edificar o outro lado da experiência, pois o Espírito Santo não é só poder, Ele é também habitação no seu interior. Ele é a fonte de vida dentro da sua própria vida. Quando pegamos a onda nós provamos o seu poder e sua unção; mas, quando a onda passa, precisamos desenvolver a comunhão de sua vida
residente em nós.

Outro exemplo é a Palavra de Deus. Ela também tem dois lados: o da verdade revelada e a direção específica no coração. A Palavra escrita é para nos dirigir e nos orientar. Por outro lado, o senhor fala também em nosso coração, no nosso espírito. Veja que, quando você está debaixo de uma onda do Espírito, você percebe com muita clareza a direção de Deus, é uma explosão no coração. Você sabe quando é certo e quando é errado, você entende para onde ir e por onde passar. Mas, de repente, parece que aquela onda passa e você não consegue perceber direção alguma. Quando a onda passa e não percebemos a vontade de Deus em nosso espírito, precisamos buscar direção na Palavra escrita revelada.

O Senhor quer equilibrar os dois aspectos da verdade em você. Por outro lado, Deus fala conosco no nosso espírito, por outro, Ele quer que tomemos a sua Palavra escrita como alimento. Um terceiro exemplo é o trabalho para Deus, que consiste em aprender a se esforçar e descansar. A grande questão do líder cristão é essa: eu devo descansar, ficar sentado e esperar que Deus faça ou eu preciso trabalhar, arregaçar as mangas e fazer a obra avançar?

Na verdade, os dois lados são necessários. Mas a primeira vez é como a onda. No primeiro aspecto somos levados por Deus, carregados por Ele, de forma que não precisamos fazer esforço algum. Esse é o lado ascendente da onda do Espírito. Você não faz nada, apenas pega a onda. Depois de entrar, a onda faz o resto. Tudo o que faz dá certo.

Mas há outro lado. Há um momento em que não existe uma onda para carregá-lo. Você tem que andar e isso requer esforço. Mesmo que seja engatinhando, o que já é bem diferente de ser carregado. O problema é que não respondemos bem a Deus quando a maré abaixa e pensamos que Deus só opera quando vem uma onda. Esse é um grande engano. Precisamos responder também nos dias de sequidão.

As represas somente são feitas na seca, mas quando vem a chuva podemos reter seus benefícios. Existe um tempo de plantar e um tempo de colher. Ninguém colhe o tempo todo. Há um tempo de suar debaixo do sol causticante. É a nossa resposta no tempo da semeadura que determina a quantidade da colheita que teremos. Deus quer nos ensinar não só a sermos carregados no descanso, mas também a andarmos na vida cristã. Ser levado pela onda é maravilhoso, mas não é maturidade. Maturidade é aprender a andar. E para andar os dois aspectos são necessários.

Muitos líderes podem testemunhar disso, há épocas em que eles estão debaixo de tanta unção, que eles vão para a reunião de grupo sem nem saber o que vão falar. Mas, ao chegarem lá, a presença de Deus vem de uma maneira tão forte que eles ficam pensando: “Puxa, mas que coisa impressionante, eu não fiz nada”. De fato não fizeram nada, foi o Senhor quem fez tudo. Outras vezes você fica o dia inteiro pelejando e quando chega a hora não sai nada. A impressão é que nada aconteceu. Mas é só impressão, meu irmão. Na verdade, o Senhor quer equilibrar as duas verdades em você, a verdade do trabalho e a verdade do descanso. Existe uma hora em que você deve descansar, mas há a hora de trabalhar.

Ninguém fica na onda o tempo todo, uma hora ela acaba. Acontece, meu irmão, que o vento continua soprando e o Senhor levantará uma próxima onda e, assim, você avançará novamente. O grande negócio é não perder a onda do Espírito.

Esse princípio pode ser visto também na vida da igreja. Quando a onda vem não temos que fazer muito, estamos debaixo daquela empolgação e nem temos de nos esforçar tanto, a obra parece caminhar sozinha. As pessoas vêm se oferecendo para liderar, outras abrem suas casas para serem anfitriãs de células. Mas, eventualmente, a onda acaba e nessa hora temos de nos esforçar. Aí começa o preparo para a próxima onda. Mas pegar onda exige técnica, não é só ficar dentro do mar. É possível estar no mar e não pegar onda alguma. Alguém pode argumentar: “Mas é a onda que me pega.” Não é bem assim, a onda passa por você, pode derrubá-lo e até atropelá-lo, mas ela não lhe pega. Ou você pega a onda ou simplesmente não vai acontecer. É você que decide entrar no que
Deus está fazendo.

Quero dar ainda mais um exemplo. A obra de Deus em nós é tanto positiva quanto negativa. Para crescermos, Deus acrescentará algo que ainda não temos e, também, tirar coisas que não são apropriadas.

Quando pegamos a onda desfrutamos o lado positivo e quando a maré abaixa temos o lado negativo. O lado positivo é ser revestido do novo e o negativo é ser despojado do velho. Quando pegamos a onda do Espírito, recebemos coisas novas do Senhor no caráter, no ministério e em vida de intimidade. Mas há um momento em que o Senhor vem para remover coisas velhas como o egoísmo, a independência, a arrogância, os defeitos de caráter. Sem o segundo momento o primeiro ficaria sem eficácia. É o remover do velho que torna o novo mais vivo e perceptível em nós.

Nós somos trabalhados por Deus para sermos aperfeiçoados. E a maneira como Ele opera é alternando as ondas e as vagas. Todos precisamos do sofrimento e da alegria, do sucesso e da derrota, do vale e da montanha. O momento da onda é o momento da vitória e do sucesso. É um momento muito importante porque precisamos da alegria, do canto de vitória e do júbilo. Mas o crescimento somente se completa nas aparentes derrotas e no sofrimento. É nesse momento que adquirimos profundidade e podemos conhecer a graça e a consolação do Espírito Santo de Deus.

Poderíamos na verdade perceber que esses princípios permeiam todas as verdades da Palavra de Deus. É dando que se recebe, mas como é difícil o dar. Para sermos exaltados temos que nos humilhar. Quando estamos na crista da onda nos esquecemos da vaga que se produz antes da próxima onda chegar. O operar de Deus em nós é para gerar vida no meio da morte. No momento em que a onda passa é quando Deus leva coisas de nossa vida antiga à morte.

Sucesso ininterrupto impede profundidade e conteúdo. Uma coisa é certa: o sucesso é mais perigoso que o fracasso. Não existem ondas que não acabam. Mas lembre-se que isso acontece porque precisamos ser mais profundos em Deus. É justamente quando a onda quebra que temos que nadar novamente, que temos a chance de adquirir realidade espiritual.

Nós temos que ter a experiência de sermos exaltados e humilhados eventualmente. A vida cristã é um processo de vida, mas morte também é necessária, faz parte do processo de Deus.

Ninguém vive de sucesso ininterrupto, porque isso nos tornaria muito superficiais. De nada adianta aquela postura triunfalista em que parece que nunca provamos um dissabor, nem experimentamos uma aparente derrota. Tal pessoa é superficial e não pode ajudar ninguém.

Mas, no momento em que você está na parte baixa, está no vale, creia que subirá a montanha de novo. Responda ao Senhor nessa hora, porque é aí que somos escavados e é gerada em nós profundidade. Nada é pior do que um crente superficial! Se você não responde a Deus quando a onda passa, quando ela voltar você não conseguirá pegá-la também. Muitos de nós temos sido simplesmente atropelados por ondas, mas não temos avançado no processo de Deus.

2. Como pegar a onda do Espírito

O que devemos fazer para não perder a onda do Espírito? O vento do Senhor está soprando sobre nós como Igreja, e se ele está soprando, temos a certeza de que ele trará uma nova onda e, quanto mais forte o vento soprar, maior será essa onda, mais longe ela nos levará.

Embora não possamos produzir ondas do Espírito, cabe a nós pegá-las. Em nossa experiência temos percebido que a cada dia as ondas do Espírito entre nós se tornam mais frequentes, mais intensas e de maior alcance. O vento está soprando entre nós produzindo uma onda que nós queremos pegar como Igreja.

Ninguém surfa na onda automaticamente. É aqui que entra um processo muito especial: você precisa se preparar para pegar a onda do Espírito Santo de Deus. Você precisa da onda, não dá para viver a vida cristã só na subida. Precisamos nos preparar para esses momentos. O problema é que as ondas têm passado sem que você as pegue. Já faz muito tempo que a sua vida consiste em ficar no meio do mar, tentando pegar uma onda e parece que onda alguma vem para você. Todos estão pegando onda, naquela erupção espiritual, e você continua naquela letargia árida e indiferente. Como fazer para pegar a onda do Espírito, individualmente e também como Igreja?

A) Não esteja de costas para o mar

A primeira coisa que eu aprendi na primeira vez que entrei no mar foi a de não ficar de costas para a onda. Estar de costas para a onda é desprezar o mover de Deus, é não estar sintonizado com o Espírito no momento certo, é ter uma vida torta e muitas vezes em pecado. A onda é algo interessante: se estiver de frente para ela, você pode pegá-la e ser levado, mas, se estiver de costas, ela lhe pega e joga no chão. Eu posso garantir que é uma experiência bem dolorosa.

A primeira vez que fui ao mar foi na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Naquele dia as ondas estavam bem fortes. Alguém então me advertiu: “Quando você entrar, não fique de costas para o mar”, mas eu esqueci rapidamente do conselho. Em algum momento fui parar no fundo da água de boca na areia e quando eu me levantei o meu calção foi parar no tornozelo de tanta areia, e o pior foi que, quando consegui me levantar, veio outra onda e me deu outra bordoada. Quase morri afogado em meio metro de água.

O Senhor quer mandar uma onda após outra sobre a sua vida, mas posicionese diante dele. Uma onda pode ser bênção, ou maldição. Pode trazer refrigério ou uma disciplina de Deus, tudo depende da sua posição.

As coisas de Deus nunca são neutras. Tem irmão que acha que as coisas espirituais são assim, se não fizer bem, mal também não faz. Mas isso é um grande engano. Veja a Palavra do Senhor: se ela é Espírito, ela gera vida; mas, se tomamos a letra, ela mata; ela não é neutra.

Veja a oração. Existem alguns que imaginam que oração nunca faz mal. Mas se voce expulsa um demônio volta com mais sete. Assim, a oração foi péssima, pois tornou o seu problema sete vezes pior. Quem despreza o mover da onda passará pelo que passei, comerá pó lá embaixo. E isso não é porque Deus é mal, mas é assim que funcionam as coisas espirituais, quem não ajunta espalha, quem não é por nós é contra nós, quem não é por Deus é contra Deus; não há meio termo, ninguém fica em cima do muro.

A maneira de pegar a onda do Espírito é se posicionar, dizendo: “Eu quero o Senhor, eu não sou indiferente a Ele, eu quero vê-lo operando na minha vida, casa, célula e igreja. Eu quero ver a vontade do Senhor feita, eu quero ver o seu reino vindo”. Não seja indiferente, não fique de costas para aquilo que o Senhor está fazendo.

B) Vá para águas profundas

A onda será significativa se você caminhar para uma vida mais profunda. Saia da rasura, daquele nível em que as águas estão correndo somente até o tornozelo. Vá para o nível em que as águas possam levá-lo. Recebemos de Deus na medida da nossa profundidade. Isso não tem nada a ver com o seu conhecimento, porque existem irmãos que conhecem bastante a Bíblia, mas são superficiais. A questão não é o quanto sabemos, mas o quanto o que sabemos é realidade em nossa vida. Não basta estar na direção certa, é preciso estar no lugar
apropriado.

C) Esqueça a onda que passou

“Você viu aquela onda? Foi demais, não foi?” Uma boa onda só deveria nos estimular a encarar o mar e pegar a próxima que poderá ser ainda maior. Muitos estão vivendo de ondas do passado. Vamos buscar coisas novas de Deus hoje. Há muito irmão preso lá atrás, lembrando das coisas do passado, deixando de viver o que Deus tem hoje. Tenha o seu olhar para frente e você experimentará de ondas do Senhor.

Eu percebi que no nosso meio as ondas estão ficando cada vez mais frequentes. Antes, demorávamos para sentirmos uma renovação do Senhor. E, além disso, elas estão ficando cada vez mais intensas. Há ondas fracas e fortes, você pode aguardar por uma onda forte do Senhor nestes dias?

Mas o principal é que elas estão alcançando maior amplitude, ou seja, estão atingindo cada vez um número maior de pessoas. Cada vez mais gente está pegando a onda do Espírito e entrando no mover de Deus.

D) Não fique enciumado se outro pegar uma onda maior

Essa é uma decisão soberana de Deus. Havia muitos barcos na praia, mas Jesus resolveu entrar justamente no de Pedro. Foi Pedro quem fez a pesca maravilhosa, mas muitos ajudaram a carregar a rede e também a limpar os peixes. Pode ser que faça parte do propósito de Deus para nós limparmos os peixes que outros pescaram. Se assim for, apenas seja grato pelo arranjo soberano de Deus.

Hoje, como Igreja, nós estamos nadando para o alto mar para pegar a nova onda do Espírito que está vindo sobre nós. Muitas ondas já passaram, agora precisamos responder a Deus e não perdermos aquilo que Ele já liberou para nós. O vento está soprando forte como sinal de uma grande onda por vir.

O Senhor tem soprado na sua vida, esteja claro a respeito disso. Não fique desanimado se às vezes parecer que a sua vida é de altos e baixos. Não estou falando aqui de pecado, pecado é outra coisa. Estou falando daquele irmão que está tudo bem, não tem pecado, não tem nada, mas parece que de vez em quando ele fica seco, e em outras épocas ele é uma fonte transbordante.

Não fique desanimado porque essa é a maneira do Senhor agir. O Senhor quer edificar em você e a maneira como Ele faz é enviando ondas após ondas do Espírito Santo. Mas lembre-se que essas ondas podem vir e passar por você. É possível ficar fora do mover de Deus. Para surfar na onda posicione-se diante do Senhor.

:: Por Pr. Aluízio Antônio
Fonte: Jornal Atos Hoje

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Coração

O Coração

A Palavra diz que é do coração que procedem as fontes da vida (Pv 4.23). A Bíblia refere-se ao coração de forma muito clara, mostrando-o como o centro, o âmago do nosso ser, como o “reservatório” de tudo que somos. Em Lucas 6.45, está escrito: “O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração.” O nosso coração é a fonte na qual tiramos o bem ou o mal.

Em Jeremias 17.9, lemos: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” Quantas vezes o coração engana a você mesmo? É por isso que as Escrituras dizem: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Pv 4.23.) É como se o coração pudesse abarcar tudo, a totalidade do nosso intelecto e da nossa vontade.

O coração é o centro do nosso ser. Ele é o canal por meio do qual entramos em contato com Deus e oramos. Ele é a arca onde guardamos a Palavra de Deus meditada e as palavras de sabedoria que ela nos presenteia. É pelo coração que consideramos as coisas de Deus; e é por ele que cremos para a justiça. Mas, infelizmente, muitos guardam nele a dúvida e o mal que maquinam com a alma.

Há um versículo que diz: “O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate.” (Pv 15.13.) Isso quer dizer que a beleza não está somente do lado de fora, ela não aparece apenas com cuidados estéticos ou com maquiagem, mas, como a Bíblia diz, com a alegria do coração. É interessante que podemos perceber o coração de uma pessoa pelo seu semblante.

Bíblia diz que o coração do homem adoeceu desde que ele pecou no Jardim do Éden. Esse adoecer pode ser comparado a uma enfermidade física que ataca o coração humano, e em alguns casos o médico diz que a única solução será um transplante. Digamos que a mensagem do evangelho também funciona como um transplante. Deus é o Médico dos médicos, e Ele diz a você agora: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.” (Ezequiel 36.26.) Deixe-o “transplantar” um novo coração em você!

Que Deus o abençoe!

Eu não me esqueci de você

“Então chegou Jesus no Getsêmani e disse aos seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar. E levando consigo Pedro e dois dos filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. Então disse-lhes: a minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui e vigiai comigo. E indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: ‘Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como Tu queres’. E voltando-se para os seus discípulos achou-os adormecidos; e disse a Pedro: ‘Então nem uma hora pudeste vigiar comigo?’” (Mt 26.36- 40.)

Era chegada a hora em que Jesus seria preso e crucificado. Ele começava a sentir ali o peso do pecado da humanidade sobre seus ombros e queria ter ao seu lado seus amigos, seus discípulos que há três anos conviviam com Ele. Ele era Deus sim, mas, naquele momento, como homem, Ele sentiu a “necessidade” de ter alguém ao seu lado, para, pelo menos, orar com Ele. Mas isso não aconteceu. Ao voltar, encontrou Pedro, aquele que dissera que se entregaria à morte por amor a Jesus, adormecido.

Este fato ocorrido com Jesus, infelizmente, acontece conosco corriqueiramente. Quem de nós nunca se sentiu só em sua vida? Muitas vezes estamos rodeados de amigos, de pessoas que nos amam, que confiam em nós, que nos querem muito bem... mas, de repente, olhamos ao nosso redor e não encontramos um ombro amigo, alguém que possamos desabafar, que possamos despejar o sentimento de tristeza que abate o nosso coração em determinadas situações. As lutas, as perdas, os problemas que assolam a nossa alma nos fazem mergulhar num mar de escuridão e de tristeza. E esse sentimento de encontrar-se só na multidão é que faz com que muitas pessoas entrem em solidão, chegando até a ter uma depressão. Num momento de “desespero” imaginamos até que o Pai, o Deus que nos criou, esqueceu-se de nós! Seria isso verdade? Não!

“Mas Sião diz: Já me desamparou o Senhor; o Senhor esqueceu-se de mim! Pode uma mulher esquecer-se do filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que na palma das minhas mãos te tenho gravado.” (Is 49.14-16a.)

Que alegria! Que gozo! Não importam as lutas pelas quais estamos passando! Não importam as assolações que têm chegado a nossa vida! Não importa se a bênção tão prometida ainda não chegou e temos nos desesperado de tristeza diante da situação! Não importa se os nossos amigos nos abandonaram! Não importa se mesmo em meio a uma multidão estamos nos sentido só! Deus o Senhor, dono do nosso coração, nos conhece e tem na palma das mãos a nossa vida! Glórias a Ele! Eu não estou só! Você não está só! Mesmo que todos nos desamparem, Ele está conosco em todos os instantes da nossa vida! Por mais difícil que seja, por mais “abandonados” que possamos nos sentir, assim como Jesus no Getsêmani, o Pai jamais nos abandonará. Ele é o nosso supremo Pastor e tem o controle de todas as coisas. Aleluia! Basta crer, basta confiar, basta acreditar e descansar sob os braços fortes do Senhor. Ele jamais nos abandonará. Ele nunca dorme. Ele nos ama e prometeu que até a consumação dos séculos estará no nosso meio! (Mt 28.20b.)

Dizem que amor de mãe é único. Uma mãe vive com o filho durante 9 meses em seu ventre com todo cuidado, carinho, aguardando o momento de conhecer aquela dádiva que Deus está lhe dando. Depois vive meses em claro às madrugadas cuidando de seu filho, amamentado, zelando por aquele pequeno ser que depende quase que exclusivamente dela para viver. Teoricamente, é impossível que uma mãe esqueça-se do seu filho depois de tudo que ela passou para tê-lo ao seu lado. Mesmo que isso viesse a acontecer, o nosso Pai Celestial jamais nos abandonaria. Você é o filho amado, a filha amada do Pai. Ele jamais deixou você, e nem lhe deixará. E Ele lhe diz assim: “Levanta os olhos ao redor e olha; [...] vivo eu, diz o Senhor [...] porque, nos teus desertos, e nos teus lugares solitários, e na tua terra destruída, te verás, agora, apertada de moradores, e os que te devoravam (a tristeza, a dor, a luta assolação) se afastarão para longe de ti.” (Is 49.18-19.)

Deus lhe abençoe,

Aprendendo na adversidade

Texto: Marcos 4.35-41

Textos complementares: Hb 12.1-2; Sl 127.1-2; Mt 12.34; Pv 3.5-6; Mt 28.20; Mt 16.18-19.


Versículo para memorizar: “Então Ele se levantou e ordenou ao vento e às ondas: fiquem quietos! O vento parou, e tudo ficou calmo.” (Marcos 4.39)

Jesus estava formando os seus discípulos. E nesse processo, Ele fez questão de que eles passassem por experiências que os ajudassem a identificar as áreas problemáticas em suas vidas. Admitindo o medo, a insegurança, a falta de fé, e outras coisas mais, cada um deles poderia se abrir com maior facilidade aos ensinos do Mestre.


Vejamos como Ele os conduziu pelo caminho do aprendizado nas experiências difíceis.


1 – Jesus os desafiou a passarem para o outro lado – Não sabemos exatamente o que Jesus e os discípulos estavam fazendo, antes de tentarem passar para o outro lado do mar. Mas é certo que todos foram desafiados a subir no barco e a passar para o lado, onde multidões os aguardavam.
Cremos que os discípulos estavam felizes pela expectativa dos outros sinais e curas que estavam por vir. Tudo parecia tranqüilo, até que uma grande tempestade se levantou em alto mar. Eles não contavam que o desafio de passar par o outro lado, pudesse reservar-lhes tal experiência.
O Senhor, porém, estava no controle de todas as coisas. Ele sabia que não podia poupá-los de experiências que os levassem ao amadurecimento da fé em Deus.
A possibilidade de enfrentarmos tempestades no caminho, não pode nos desestimular de continuar aceitando desafios na vida. Nós também temos de passar para outros lados.
Jesus quer nos desafiar a cada dia subir em nosso barco para que novas metas possam ser atingidas. Em qualquer área do nosso viver: profissional, familiar, ministerial, etc., com ousadia podemos superar os obstáculos que surgem pelo caminho e conquistar nossos ideais (Hebreus 12.1-2).

2 – Jesus e a visão do descanso e da palavra de autoridade – Em meio à crise em alto mar, quando o único quadro que os discípulos conseguiam ver era o da destruição e morte, Jesus conseguiu transmitir uma visão diferente.
Dois ensinos o Mestre pôde transmitir-lhes com sua atitude no barco:
• Em primeiro lugar, a visão do descanso que se opunha ao desespero geral apresentado na ocasião. Jesus descansava, enquanto os discípulos buscavam desesperadamente uma saída para a crise.
• A segunda visão foi a da liberação da palavra de autoridade sobre a circunstância adversa, enquanto a maioria falava sobre morte.
Aprendemos sobre o descanso em Deus para os momentos de lutas e conflitos da vida (Sl 127.1-2).
Certamente, o descanso de Cristo não se tratou de uma atitude irresponsável diante de uma real situação de perigo. Tampouco a manifestação de passividade perniciosa que leva muita gente a ficar estagnada quando, de fato teria de agir.
O que vimos foi, tão somente, a manifestação externa de algo que lhe era tão próprio: a sua confiança em Deus para todas as horas. Firmado nesta convicção é que Ele pode também se levantar, e, com firmeza, repreender os ventos e o mar revoltos.
Somente mantendo uma atitude de paz interior e de plena confiança em Deus, é que teremos condições de liberar palavras de autoridade sobre as circunstâncias adversas. Do contrário, falaremos baseados em nosso desespero e angústia (Mt 12.34).

3 – Jesus ensinou que até o vento e o mar lhe obedecem – Quando toda experiência terminou e os discípulos viram os resultados da Palavra de Jesus, acalmando e controlando toda a situação, todos diziam entre si: “quem, porventura, é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?”. Eles já tinham visto a autoridade de Jesus sobre os demônios, sobre as doenças e sobre a morte, mas sobre os poderes da natureza, ainda não. E por isso se maravilharam.
Quando tivermos a oportunidade de ver o senhorio de Cristo sobre novas áreas de nossas vidas, também nos regozijaremos como eles. Saber que não há limites para o poder e a sabedoria de Deus, deve nos elevar a um nível de confiança cada vez maior. Poder reconhecê-lo em todos os nossos caminhos, sem deixar qualquer um de fora, certamente trará Sua bondosa provisão, endireitando todas as nossas veredas (Pv 3.5-6).

Conclusão: Devemos sempre aceitar novos desafios que o Senhor nos apresentar. Caminhar por eles poderá nos levar a experiências difíceis, mas importantes, dentro do processo de amadurecimento espiritual. Ao passarmos pelas nossas tempestades, precisamos desenvolver a calma e a confiança n’Aquele que prometeu estar conosco todos os dias (Mt 28.20). Quando assumirmos uma posição de autoridade no reino espiritual, o mal não prosperará em nosso caminho. Jesus continuará reinando por meio de nós, sua igreja e sobre todas as coisas (Mt 16.18-19).

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Jesus Cristo, o Advogado dos pecadores

"Não há melhor advogado, não há melhor defensor, não existe outro, ninguém jamais possuiu ou possuirá suas qualidades..."

“Filhinhos meus, estas cousas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo”. (Bíblia Sagrada, I João 2:1).

Olhando para a Bíblia Sagrada, em cotejo com a função do operador da justiça chamado profissionalmente de advogado, ponho-me a meditar, e quem sabe possamos fazê-lo juntos.

Somos tendentes ao pecado, herdeiros de uma natureza que procura levar-nos à práticas pecaminosas. E por mais que procuremos evitar, por mais que procuremos manter nossa integridade espiritual, por mais que procuremos evitar o pecado, cometemos deslizes, cometemos falhas, caímos em fraquezas e pecamos.

O que fazermos quando isto acontece? Qual a melhor atitude? Será que Deus pode me perdoar a todo instante? Há alguém que se importe comigo? Há alguém que me represente, que me defenda, que interceda por mim?

O texto da Bíblia Sagrada acima esposado deixa claro que sim. Há sim alguém que intercede por mim. Há sim alguém que me representa diante de Deus. Tenho um advogado. Segundo o texto bíblico registrado na carta do apóstolo Paulo à Timóteo, primeira carta, capítulo 2, versículo 5, encontramos mais uma vez esta pessoa intercessora, este mediador, este advogado: “Porquanto há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.”

Por mais que em algum momento procuremos encaixar entre nós e Deus outros mediadores, outras formas de termos nossos pecados perdoados, outras formas de obtenção do perdão divinal, a Bíblia é clara, não há outro mediador, não há outro advogado, não há outra forma. É somente por Ele, somente através d’Ele, Jesus Cristo.

Sabendo que não há outro, resta-me ainda saber se posso confiar em meu advogado, preciso saber quais as qualidades que fazem deste meu advogado o único, porquê devo confiar n’Ele?

Um bom advogado deve no mínimo conhecer da Lei. Será que meu advogado junto a Deus conhece da Lei? Regozijo em saber que meu advogado, nosso advogado, não só conhece da Lei, não estudou a Lei, mas sua palavra é a própria Lei, a Lei imutável, como diriam os romanos a lex aeterna scripta in hominis corde.

Ele mesmo confirma que sua palavra é a Lei quando diz que tudo pode passar, tudo pode se modificar, tudo pode se alterar, pode passar céus e terra, mas suas palavras permanecem para sempre (Mateus 24:35). É a verdadeira Lei, a Lei verdadeiramente justa, a Lei eterna, a Lei imutável, inalterável.

Nosso advogado, como filho do próprio Deus, como portador das mesmas características do Pai, é o mesmo que apresenta-se como aquele que nada deixa faltar, a nós seus clientes, que nos provê de alimento, que refrigera nossa alma, que nos guia por caminhos tranqüilos. (Salmo 23)

Nosso advogado, é aquele sob cujos cuidados podemos descansar, é nosso refúgio e fortaleza, nos socorre nos momentos de angústia, nos protege a ponto de mil serem feridos ao nosso lado e dez mil à nossa destra mas nós não somos atingidos, ainda que comamos coisa mortífera mal algum se nos faz, pisamos serpentes e leões e nenhum dano nos ocorre, pois Ele está conosco em todo tempo e nos protege. (Salmo 91)

Nosso advogado, ainda que não tenha nossa culpa, supera quaisquer outros quando toma sobre si as nossas dores e enfermidades, leva sobre si nossos erros e maldições, assume nossas culpas e erros como se seus fossem para que possamos ser livres. (Isaias 53)

Quando buscamos saber a verdade, nosso advogado nos diz: "Eu sou a verdade". Quando buscamos um norte, uma orientação, um caminho, Ele nos diz: "Eu sou o caminho". Quando queremos saber o que será do nosso porvir, o que será do nosso futuro, nosso amanhã, Ele diz: "Eu sou a vida eterna para ti". (João 14:06).

E, por fim, certos de que possuímos o melhor advogado, queremos saber qual o resultado, o que receberemos com nossa causa ganha, surge nosso advogado dizendo: - Ao que vencer... darei de comer do fruto da árvore da vida (Apocalipse 2:7); - não receberá o dano da morte (2:11); dar-lhe-ei de comer do maná escondido e lhe darei uma pedrinha branca escrito um novo nome (2:17); dar-lhe-ei poder sobre as nações (2:26); dar-lhe-ei vestes brancas e escreverei seu nome no livro da vida, ainda falarei da seu nome diante de Deus e dos anjos (3:05) concederei que reine comigo para sempre (3:21).

Não há melhor advogado, não há melhor defensor, não existe outro, ninguém jamais possuiu ou possuirá suas qualidades, mas como tê-lo como meu advogado, como entregar-lhe minha causa ?

Necessário se faz que assinemos a procuração, confessemos nossos pecados e falhas diante de nosso advogado, contemos para Ele nosso problemas, entreguemos para Ele nossa causa, deixemos que Ele nos oriente, nos dirija, nos cuide, nos proteja. Mas como?

O salmista, no Salmo Bíblico de número 37, no verso de número 05 nos ensina e nos mostra como termos este advogado dizendo: Entrega teu caminho ao Senhor, confia n’Ele, e o mais Ele tudo fará.

Ele está pronto a patrocinar nossa causa, está pronto a vencer esta causa por nós, está pronto para nos fazer mais puros que a neve, está pronto para nos fazer santos, basta que entreguemos a Ele nossas vidas.

Entreguemos nossas vidas a Jesus orando, em coração contrito, e pedindo que nos tome em suas mãos, que tome nossas vidas sob sua direção, e confessando que sozinhos não podemos realmente fazer nada. Só com Ele podemos ser vitoriosos, só com Ele podemos ser felizes, só com Ele podemos vencer nossos pecados e imperfeições. Com Ele somos então mais que vencedores.

Pastor Carlos E. N. Lourenço (Pr auxiliar)
Igreja Assembléia de Deus Sede Sede em Curitiba - Paraná

O Altar (1 Reis 18.30 a 39)

Caros irmãos, este estudo que segue tem a finalidade de levar-nos a refletir sobre o nosso Altar, uma vez que é nele que é feita a adoração, o sacrifício e Deus, e também é nele que Deus demonstra sua Glória em nossas vidas. Veja como um Altar bem estruturado pode fazer toda a diferença Depois do povo de Deus ter passado por uma perseguição muito grande, somente o profeta Elias sobrou, diante de quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal, então Elias reuniu o povo e fez a seguinte proposta: vocês preparam um altar ao vosso deus e coloca sobre ele um bezerro como oferta em holocausto, e eu oferecerei outro bezerro ao meu Deus em holocausto, mas há de ser que o deus que responder com fogo e queimar a vítima sobre o altar Serpa o Deus, e todo o povo deverá adorá-lo, e o povo achou a proposta boa.

Assim sendo Elias disse aos profetas que escolhessem o bezerro e preparassem para que oferecessem primeiro em virtude de serem muitos, então os profetas de Baal prepararam o altar ao seu deus e começaram a clamar, e nada de resposta, começaram a sacrificar-se retalhando seus próprios corpos com navalhas presas em cordas que eram arremessadas contra seus corpos e nada de resposta, então o profeta Elias vendo a angustia dos profetas de Baal diante do altar sem resposta, começou a zombar deles dizendo: Clamem mais alto, talvez esteja dormindo, ou quem sabe esteja viajando vamos! Clamem mais alta quem sabe o vosso deus esteja ocupado com outros afazeres.

Mais nada de resposta e eles começaram a desanimar, vendo que a resposta não vinha desistiram. Então Elias disse ao povo: Chegai-vos a mim, e o povo se chegou a ele; e o homem de Deus começou a reparar o altar que estava quebrado. Elias tomou doze pedras, que correspondiam às doze tribos de Israel. E com aquelas pedras edificou o altar em nome do Senhor, arrumou a lenha e dividiu o bezerro em pedaços e colocou sobre o altar, e mandou que enchessem quatro cântaros de água e os despejassem sobre o holocausto e sobre a lenha, de maneira que a água corria ao redor do altar, e como se não bastasse mandou que cavassem uma vala em volta do altar e encheu de água. E, seguida após ter oferecido a oferta de manjares, o profeta Elias orou ao Senhor Deus de Abraão, Isaque e Jacó dizendo: Manifesta-se Senhor mostrando que hoje o Senhor é o Deus em Israel, e que este povo sabia que eu sou teu servo, e que todas as coisas acontecem pela tua palavra. Então, caiu fogo do céu da parte do Senhor e consumiu o holocausto, e a lenha e as pedras, e o pó, e ainda lambeu toda a água que estava na vala. E o povo vendo isto, caiu com seu rosto em terra e declarou só o Senhor é Deus em Israel. Tudo isto foi possível porque ali estava um homem de Deus, que teve a preocupação de reparar o altar do Senhor de forma que o sacrifício ali oferecido chegasse à presença de Deus, como oferta santa e agradável aos olhos do Todo Poderoso. Antes de oferecer ao Senhor o teu sacrifício lembre-se: Como está o teu altar?

Não esqueça caro amigo este exemplo magnífico de visão do homem de Deus, não basta oferecer, não basta saber como oferecer, tem que ter um altar ordenado, arrumado e apto, afinal o Deus a que servimos é um Deus ordeiro, amoroso e pronto a honrar aqueles que depositam toda confiança Nele, mesmo que isto represente enfrentar de uma vez 400 profetas do deus estranho. Confie, Clame, Ore e Adore a Deus, que com certeza seu altar receberá o fogo de Deus !

Pastor Miguel D. de Lara
pastoreando a Igreja Evangélica Assembléia de Deus
de Jd. Monte Santo - Almirante Tamandaré